4 abr 2019 - 15h49

Precisamos falar do Santos

Certamente todos já ouviram aquela máxima de que “Todo grande time começa com um grande goleiro”.

Exatamente por isso precisamos falar sobre um tal de Aderbar Melo dos Santos Neto, nosso querido Santos. Precisamos falar do Santos, pois raramente o Santos falará dele mesmo.

O Athletico é o segundo time na carreira deste paraibano de 29 anos. Antes, só tinha jogado no Porto de Caruaru.

Santos está no Athletico desde 2008, quando disputou a Copa SP de Futebol Junior.

Santos é alto (1,88m), mas por ser franzino parece menor do que é.

Goleiro de posicionamento perfeito, você certamente não o verá saltando sem necessidade ou simulando contusões após grandes defesas.

Santos não gosta dos holofotes. De perfil tímido e bastante calado, afirmou certa vez que “Tem muita gente que fala e não faz. Eu prefiro fazer e não falar.”. E ele faz. E quantos milagres já operou com nossa camisa. Quantas vitórias podemos colocar na conta dele? Lembram de alguma derrota por culpa dele? Eu não lembro.

Religioso, também não será visto em baladas ou afins.

Enfim, Santos não é midiático, não gosta de aparecer.

Santos gosta de defender. E tem a incrível capacidade de agarrar firmemente bolas que outros espalmam, ou deixam passar.

Com Santos raramente há rebote. É impressionante a capacidade que ele tem de reter a bola e acabar com qualquer iniciativa adversária de trabalhar na falha.

Santos é paciente. Chegou em 2008, jogou nas categorias de baixo, foi reserva de vários goleiros, muitos deles tecnicamente inferiores a ele, mas que contavam com treinamento avançado em Marketing e Saltos Ornamentais.

Santos jamais será uma liderança de vestiário. Jamais levantará o ânimo do time com frases motivacionais de efeito. Mas Santos é uma liderança técnica incontestável. É aquele goleiro que dá tranquilidade para o time. Aliás, alguém já viu o Santos tomar um frango? Ele erra, claro. Mas nunca por vaidade. Erra no coletivo, erra muitas vezes por tentar atender à algumas sandices de treinadores passados, do toque de bola lateral na área, de buscar a posse de bola a qualquer custo.

Exímio pegador de pênaltis, não busca desconcentrar o cobrador com presepadas, mas quando o cobrador vê aquele “sorriso” sério, a chuteira escura, sabe que está em péssimos lençóis. Sim, Santos usa chuteira preta, não tem tatuagens e não posta fotos em lanchas, baladas.

Quem não se lembra do pênalti no segundo tempo da prorrogação da decisão da Sul-Americana? Ele foi batido pra fora. Foi desviado por alguma espécie de escudo etéreo que guarda a nossa meta. Provavelmente um reflexo daquele sorriso aberto do nosso Santo paraibano.

Não, minha filha não tem nome de santo… Mas meu Goleiro tem nome e virtudes de todos os Santos. Sim, Goleiro com maiúscula, como merecem todos os Santos.

Vida longa ao nosso guapo!

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