11 abr 2019 - 16h13

Quebra o muro, Furacão!

Em passado não tão distante, foram os torcedores que mostraram quem era o maior no Paraná. Mesmo sem títulos e em meio a extremas dificuldades, o Athletico era o time das multidões, um mercado que, se bem explorado, poderia gerar empresa destinada a grandes vitórias.

O bom gerenciamento veio, a torcida apoiou cada passo e o antigo Atlético foi Campeão Brasileiro (2001); Vice do Brasileiro (2004), da Libertadores (2005) e da Copa do Brasil (2013). O novo Athletico já nasceu campeão Sul-Americano (2018).

Por isso, ressalto meu maior respeito ao torcedor atleticano. Poderia ter ele desistido, sucumbido às associações que deram fim ao Ferroviário, ao Água Verde e a tantos outros. Mas ele foi forte, resistiu e lega aos rubro-negros de hoje um clube fantástico. Tudo porque rubro-negro é quem tem raça e não teme a própria morte.

Alguns falam em sorte. Sorte pelo sucesso recente na Sul-Americana. Sorte em ganhar partidas decisivas. Sorte nas cobranças de pênaltis. Sorte de campeão. Sorte em fazer gol nos últimos minutos. Sorte, sorte e sorte…

Invejosos e incompetentes costumam atribuir à sorte o sucesso alheio conquistado com muito trabalho. São 95 anos de intensa luta – inúmeras derrotas, erros e desvios pelo caminho; mas também muitos acertos e méritos – para, enfim, chegarmos onde hoje estamos. E acredite, é só o começo.

Mais uma vez, mostramos que não há Muralha capaz de segurar-nos, não importa se é time A, B ou C… Se é brisa, ventania ou furacão.

A par do sucesso nas grandes competições, o maiúsculo avanço patrimonial aconteceu. Por isso, hoje eu tenho a certeza de que o futebol paranaense tem um único endereço: quem quiser conhecer vá ali na Buenos Aires (e por que não a Buenos Aires?).

Quebra o muro, Furacão!



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