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3 maio 2019 - 18h44

Parte 3: Athleticanismo, razão e ciência – Lições do velho e bom “Niccão” ao nosso querido “Prínci-dente”.

Hoje publico a terceira parte deste texto adaptado de Maquiavel e em homenagem ao seu aniversário de nascimento de 550 anos.

(reforçando) Texto dedicado ao nosso Presidente Mario Celso Petraglia como fonte de inspiração, assim como fez Niccolò Machiavelli ainda no período que o Brasil e a América (que vamos conquistar), ainda engatinhava.

Texto adaptado de MACHIAVELLI, Niccolò, O PRÍNCIPE, escrito em 1505 e publicado em 1515.

Apresentado em partes este texto não tem a pretensão de constituir-se como uma análise política e econômica dos governos que se sucedem no nosso amado Athletico Paranaense. Serve apenas de maneira irônica e metafórica, para que com a sutileza e respeito que nosso presidente exige, segue como uma homenagem e problematização crítica dos possíveis rumos que nosso Furacão pode tomar. Espero que os entendedores o entenda, porque o futebol é muito grande para eximir-se de uma boa leitura!

IV – De que modo deve-se governar as torcidas ou os ‘times com dono’ que, antes de serem comprados, viviam a suas próprias leis.

Quando aqueles Clubes que foram comprados, como foi dito, estão habituados a viver com suas próprias lei e em liberdade, existem três modos de conservá-los: o primeiro, arruiná-los; o outro, ir habilitá-los pessoalmente; o terceiro, deixá-los viverem com suas leis, arrancando o lucro e criando em seu interior um governo de poucos, que se conservam amigos, porque, sendo esse governo criado pelo dono, sabe que não pode permanecer sem sua amizade e seu dinheiro, e há que fazer tudo para conservá-los. Querendo preservar uma torcida organizada habituada a ser livre, mais facilmente que por qualquer outro modo se conserva por intermediário de seus torcedores.

É que, em verdade, não existe modo seguro para conservar as torcidas, senão a destruição. E quem se torne dono de um clube acostumado a desorganização de uma torcida e não a destrua, espere ser destruído por ela, porque a mesma sempre encontra, para apoio de sua rebelião, o nome da liberdade e o de suas antigas instituições, jamais esquecida pelo decurso do tempo, seja por benefícios recebidos. Por quanto se façam e se proveja, se não se dissolverem ou desagregarem os torcedores organizados, eles não esquecem sua identidade nem a sua instituição.

Mas quando as torcidas ou os torcedores estão acostumados a viver sob um clube, extinta a tradição, sendo de um lado afeitas a obedecer e de outro não tendo uma identidade e instituição anterior, dificilmente chegam a um acordo para escolha de um outro dono, não sabem, enfim, viver em liberdade: dessa forma, estão menos aptas para tomar consciência, e com maior facilidade, o dono pode vencê-las e delas apoderar-se. Contudo, nos clubes sociais, há mais vida, mais ódio, mais cede de vingança; não deixam nem podem deixar esmaecer a lembrança da antiga liberdade: assim, o caminho mais seguro é destruí-las ou tornar-se parte da torcida.

continua…



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