19 maio 2019 - 10h47

A camisa que durou um jogo só

O ano de 1978 deixou muitas feridas no coração do Athletico e de sua torcida. O clube precisava reagir de alguma forma.

A diretoria decidiu apresentar uma grande notícia para surpreender os torcedores. Marcou um amistoso contra o Matsubara logo em janeiro de 1979. A expectativa para a revelação da atração era grande na Baixada.

A surpresa era um uniforme novo, na esperança de representar novos tempos. A camisa tinha um desenho de três listas pretas finas preto em cada lado, com duas mais largas ao centro, onde se sobressaia mais a cor vermelha. Os calções eram pretos e as meias, listradas.

Quando o time entrou em campo, foi uma vaia só. “Queremos o Furacão de volta”, gritavam os torcedores, que não reconheciam o time naquele novo uniforme. Como resumiu a legenda da foto publicada no jornal no dia seguinte, apenas o mascotinho que entrou em campo com os jogadores estava certo.

Vida curta

Este jogo marcou a estreia de Augusto pelo Rubro-Negro. Foi também a última partida de Zé Roberto, Aladim e Dreyer pelo clube. Roberto voltou a assumir a meta, após ser reserva de Tobias.

O jogo foi 2 a 0 para o Athletico, mas a torcida não gostou nada e o clima ficou pesado. O uniforme nõa foi nem sequer registrado na FPF e aposentado após um amistoso.

A esperança da torcida só veio no fim de fevereiro, com a compra de Didi e Nivaldo. Eles se juntaram a Rotta para formar o meio-campo que foi da Seleção do Paraná num amistoso contra a Seleção Brasileira. Foi a maior transação do futebol paranaense na época.

O efeito esperado pela diretoria com o uniforme só veio com a chegada dos reforços. A festa da chegada dos jogadores foi no antigo Ginásio, regada a muito chopp.

 

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