26 jun 2019 - 18h23

Maioria apoia projeto de poupar jogadores

Com quase 1.500 participantes a última enquete do site perguntava aos internautas: Você concorda com a decisão de poupar jogadores titulares para priorizar certos jogos e competições?

Ao todo 63% dos participantes apoiam a decisão do departamento de futebol do Athletico, mesmo que alguns resultados na parte final do primeiro semestre tenham levantado algumas dúvidas quanto a efetividade desse planejamento.

Para sair do “achismo”, consultamos um especialista em fisiologia do esporte, mestre em engenharia biomédica e doutorando em fisiologia do exercício, o preparador físico que foi bicampeão brasileiro da modalidade com o Curitiba Rugby Clube, Fábio Bandeira.

“Sim, é necessária uma espécie de rodízio para evitar desgastes maiores ao longo da temporada”, explica Fábio. De maneira simples ele fala sobre os dois tipos de carga que devem ser analisados para entender o funcionamento do programa.

“Basicamente divide-se em carga interna e externa. A interna é que se fez durante uma partida ou durante os treinamentos, é a soma disso tudo e que é influenciada pela genética e fenótipo (descanso, alimentação, vida social etc.).  Essa carga interna terá uma resposta aguda e uma resposta crônica. A resposta aguda acontece até dois ou três dias após o treinamento ou jogo (ou a soma dos dois).”

Segue Fábio explicando a diferença entre as cargas, o que justifica fisiologicamente o sistema de poupar atletas: “já a resposta crônica o que vai se acumulando durante semanas ou meses da aplicação das cargas externas e a resposta do atleta à estes estímulos. Apesar de parecer que o atleta se recupera nesses dois ou três dias, na verdade ele vai acumulando essa carga durante todo o processo de treinamento e/ou jogos e tudo que ele faz vai estar refletindo na carga interna dele.”

Para ele, o grande problema não é essa resposta aguda ao treinamento ou jogo, mas a carga crônica que é exatamente o acúmulo.

Fábio deixa claro que formula sua explicação pelo conhecimento genérico, já que somente os profissionais do próprio Athletico é que possuem os dados exatos da condição de cada atleta para fazerem as programas individuais para a tomada de decisões. Para ele essas informações são fundamentais para o treinamento e principalmente o controle de recuperação visando ainda vai diminuir a quantidade de lesões e aumentar ou manter o desempenho deles.



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