11 jul 2019 - 0h51

O VAR é bom para quem?

O Athletico enfrentou o Flamengo hoje, dia 11 de julho, na Arena da Baixada. Um grande do Rio de Janeiro enfrentando um time paranaense.

Obviamente que em inúmeras situações o torcedor atleticano já se revoltou. E até vinha se acostumando com arbitragens tendenciosas e lances polêmicos, principalmente neste tipo de partida.

No entanto, o que se viu na Arena da Baixada hoje nos faz perder este fio de esperança que o VAR trouxe em sua chegada.

Primeira polêmica

Aos 10 minutos do primeiro tempo um dos lances mais contestados na partida de hoje. O goleiro Diego Alves, do Flamengo, pegou a bola com as mãos quase um metro fora da área.

O torcedor viu, quem assistia o jogo na TV viu, os narradores das equipes de transmissão também viram. Já o árbitro Anderson Daronco, não. O bandeirinha também não. E pelo jeito o VAR não viu também.

O destaque neste lance não fica só para a falta de competência do árbitro e do bandeira dentro de campo. Mas principalmente do VAR que DEVE interferir em lances de cartão vermelho.

Diego Alves era o último homem da equipe carioca, pegou a bola com a mão fora da área e devia ter sido expulso aos 10 minutos do primeiro tempo.

Que jogo teríamos se o Flamengo jogasse com um a menos desde os 10 minutos inicias e com seu goleiro reserva?

Gols anulados

Ainda no primeiro tempo o Athletico teve dois gols anulados. E bem anulados. O bandeira, o mesmo que não viu o goleiro do Flamengo pegar a bola com as mãos quase um metro fora da área, viu impedimento em ambos os lances, aos 19 e aos 34 minutos da primeira etapa.

Segunda polêmica

O Athletico mandava no jogo e era superior. Inclusive já havia aberto o placar aos 4 minutos do segundo tempo. Mas mais uma vez a arbitragem entrou em ação.

Aos 16 minutos do segundo tempo Marcelo Cirino foi derrubado dentro da área. O árbitro Anderson Daronco não marcou o pênalti e deixou o lance seguir.

Após uma longa conversa via rádio, o árbitro da partida finalmente foi para a cabine analisar o lance. Resultado? Falta para o Flamengo.

Parece piada, mas não é. Daronco “achou” uma falta (depois de muito procurar) de Marco Ruben em Rodrigo Caio durante o lance e o pênalti, que foi MUITO pênalti, já não era mais nada.

Uma falta pra lá de discutível. Marco Ruben e Rodrigo Caio se chocam no ar quando ambos buscam a disputa aérea. Se fosse o contrário, será que o juizão marcaria?

Gol anulado, de novo

Aos 38, mais um gol anulado. Da pra pedir música no fantástico também? Marcelo Cirino empurrou para as redes. Mas mais uma vez, acertadamente, a arbitragem marcou impedimento no lance.

Resumo da ópera: os três gols do Athletico foram bem anulados. Inclusive, como é de praxe do VAR, todos os lances de gols são revisados e os mesmos seriam anulados da mesma maneira.

Mas aonde estava o VAR no lance de Diego Alves?

Ou então como ele funcionaria se o lance do segundo tempo fosse ao contrário? Um pênalti não marcado para o Flamengo que não seria marcado pelo VAR em função de uma “falta” (entre aspas mesmo, já que aquilo é qualquer coisa, menos falta) durante o lance?

O VAR é bom sim, o VAR é ótimo. Mas ainda tem muito o que ser aprimorado.

Caso contrário, uma ferramenta que tinha tudo para tornar o futebol mais justo acabará sendo apenas mais uma muleta para a péssima arbitragem brasileira.

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