16 jul 2019 - 19h40

Cadê a torcida?

As médias de público do Athletico vem diminuindo ano a ano desde a reinauguração da Baixada pós Copa do Mundo e de maneira mais forte depois de medidas impopulares como o acesso por controle biométrico, as proibições generalizadas de alegorias, adereços e instrumentos musicais e também pela política da “torcida humana” , que na realidade trata-se de torcida única.

Em 2018 computando todas as competições, o clube teve média de 11.580 torcedores nas partidas realizadas no estádio Joaquim Américo . No atual ranking de clube segundo levantamento do portal Globoesporte.com o clube é somente o 15º colocado no país, com 13.985 torcedores por jogo.

Em recente enquete promovida pelo site e com participação de mais de 500 internautas, o projeto da “torcida humana” foi desaprovado por mais de 85% dos participantes. Outro ponto que parece afugentar o torcedor é o preço dos ingressos. Em pesquisa feita em 2018, somente dois dos 20 clubes da primeira divisão possuíam o ingresso mais em conta custando mais do que o do Athletico. A média era de R$ 65. Já em 2019 dentre os clubes brasileiros que disputam a Libertadores da América, o Furacão possui o ingresso mais caro de todos.

Fato é que a Baixada detém uma das piores taxas de ocupação com menos de 35% de público no estádio em média. Ouvimos alguns torcedores e sócios para saber os porquês desse afastamento e o que pode ser modificado.

PRINCIPAIS MOTIVOS

Segundo o colaborador do site Gabriel Carvalho “a elitização e não é só pelo preço, gera um problema mais amplo: sai o torcedor, entra o cliente.” Já para a colunista Flávia Weidman a visão somente negocial do cartola Mário Celso Petraglia dificulta as coisas. O engessamento do sistema biométrico acabou por não permitir o acesso ao torcedor eventual que utilizava o smart de um associado

Flávia faz questão de se posicionar favorável à biometria, criticando o engessamento do sistema, afirmando que se quiser levar sua mãe ao jogo por exemplo tem que montar uma verdadeira operação para fazê-lo.

Opinião semelhante tem a associada Michele Toardik que não crê que a média esteja muito abaixo do que historicamente o clube levava à Baixada. Para ela o sistema biométrico impossibilita um rodízio de idas ao estádio de membros da família, amigos  e pessoas jurídicas que somando-se ao preço muito alto do ingresso avulso acaba afastando o torcedor. A tão criticada “torcida humana” também tem gerado um ambiente de insegurança e inibindo torcedores de irem a campo.

Para o colunista Silvio Toaldo Junior as respostas são bem claras e objetivas: as birras da diretoria com a torcida organizada, os preços elevados e a forma como o sócio torcedor é tratado pela direção praticamente expulsaram o atleticano da Baixada e por isso há públicos tão pequenos ultimamente.

Torcedor está com saudades do clima de Caldeirão do estádio atleticano.[foto: FURACAO.COM/Joka Madruga]
HÁ SOLUÇÕES?

Para ele que afirma estar perdendo o interesse em ir ao estádio, fazendo-o muito mais pelo seu filho do que por sua vontade, não há uma luz no fim do túnel, pois a direção se nega a aceitar o problema a dialogar com a torcida.

Na opinião da atleticaníssima Michele o plano de R$ 90 parece fantástico, ainda mais se levando em consideração o calendário deste ano, porém reconhece que nem todos os torcedores podem assumir e antecipar esse compromisso financeiro, posto a situação econômica do país seguir ainda instável. Ela gostaria, mas não tem certeza que planos mais em conta dariam a resposta esperada, mas acha que descontos nos ingressos avulsos seriam um ótimo chamariz para que o torcedor voltasse a frequentar o estádio.

Já o colaborador Gabriel crê que a torcida devesse cobrar de forma mais intensa a direção para ao menos haver uma reformulação do plano de sócio, criação de um setor popular no estádio, lembrando que este é ano de eleição no clube que deveria se importar mais com os anseios do seu torcedor pois atitudes isoladas são impossíveis.

E você torcedor, qual sua opinião sobre os públicos reduzidos do Athletico em 2019, um ano com calendário cheio e boas perspectivas? Participe da nossa enquete.



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