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23 ago 2019 - 15h57

Vamos, ó meu Furacão!

Para iniciar façamos uma pequena reflexão sobre dados retirados da coluna de Jorge Nicola da Yahoo esportes de 28/06/2019, onde relaciona os valores da folha de pagamento de cada um dos 20 integrantes da série “A” do campeonato brasileiro.

AS FOLHAS SALARIAIS DOS TIMES DA SÉRIE A:
1º Palmeiras: R$ 18 milhões por mês
2º Flamengo: R$ 17 milhões
3º Cruzeiro: R$ 15 milhões
4º Santos: R$ 12 milhões
5º Grêmio: R$ 11 milhões
6º Corinthians: R$ 10,4 milhões
7º São Paulo: R$ 10,2 milhões
8º Atlético-MG: R$ 8,5 milhões
9º Internacional: R$ 7,5 milhões
10º Chapecoense: R$ 5 milhões
11º Vasco: R$ 4 milhões
12º Athletico Paranaense: R$ 3,6 milhões
13º Bahia: R$ 3,3 milhões
14º Botafogo: R$ 3 milhões
15º Fluminense: R$ 2,7 milhões
16º Ceará: R$ 2,5 milhões
Fortaleza: R$ 2,5 milhões
Goiás: R$ 2,5 milhões
19º CSA: R$ 1,8 milhão
20º Avaí: R$ 1,7 milhão

Isso sem levar em conta que alguns clubes fizeram contratações posteriores aquela data.
Numa leitura simples desses dados, constatamos matematicamente que a folha do Furação na 12ª posição corresponde a não mais que 20% do que gasta o Palmeiras, que no momento nem líder do campeonato é mais. Isso tudo nos leva a considerar que se olharmos para a classificação do campeonato no momento, não há nada de anormal acontecendo com nosso time, pois se por questão política da diretoria ou por falta de dinheiro mesmo, estamos fazendo na 8ª colocação além daquilo que os números acima demonstram. Começamos o ano com um calendário bem recheado, tivemos bons jogos e rendas na Libertadores e Copa do Brasil, do Japão trouxemos um pouco mais de oxigênio para o caixa do clube e ainda sonhamos que podemos ir além do jogo contra o Grêmio na Copa do Brasil.
Voltando para a realidade do campeonato brasileiro, perdemos Renan Lodi e o Danilo fez só a 2ª partida, temos problemas no DM e jogadores que talvez brilhassem em equipes com plantel mais diversificado e caro que o nosso, porém aqui conseguem o brilho de uma excepcional apresentação numa partida, e nas outras as circunstâncias do jogo e/ou maior qualificação do adversário não permitem que evoluam ou mantenha a mesma regularidade.
De nada adianta criticar esse ou aquele atleta ou ao técnico pelo mau resultado, quando mesmo o time estando entre os dez melhores do campeonato somos obrigados a ver a torcida do SPFC preencher quase totalmente o espaço a ela reservado, enquanto de nossa parte conseguimos uma das piores médias de público entre os dez primeiros classificados. Assisti muitos jogos ouvindo a torcida “fanáticos” protestar contra a diretoria por lugar no estádio, protestos que muitos de nós em outros setores fizemos coro em apoio. A torcida e a diretoria resolveram o impasse, e o que vimos nos dois últimos jogos foi a ‘organizada’ em vários momentos pedindo apoio aos demais setores que já no início do segundo tempo do jogo contra o SPFC começava a vaiar a equipe. Parece que jogar na Argentina não serviu para quem assistiu aprender que boa parte de um bom resultado no jogo vem da arquibancada, e temos sim uma das mais entusiastas torcida do Brasil, só que ainda não aprendemos que as críticas e vaias tem que acontecer no momento certo, e direcionadas a quem de fato as faz por merecer.
É justamente na hora das dificuldades que o clube mais precisa da torcida presente no estádio, principalmente seu quadro associativo e, muito mais que estar presente é ajudar e entender que por mais que o resultado não nos seja favorável, tanto os atletas como a comissão técnica estão procurando fazer o possível para que todas saiam ao final do jogo acreditando que todos estão empenhados em buscar o melhor para o nosso amado FURACÃO.



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