5 out 2019 - 22h57

Copa do Brasil, o sonho que se tornou realidade

O torcedor atleticano estava carente de títulos importantes desde o Campeonato Brasileiro de 2001.

Algumas decepções difíceis de digerir vieram: Campeonato Brasileiro de 2004, Libertadores de 2005 e Copa do Brasil de 2013.

O Athletico tem figurado em competições internacionais com frequência e mesmo as derrotas mais dolorosas têm feito com que os jogadores e quiçá torcedores criem uma espécie de casca. O time incomoda os chamados grandes do Brasil e da América do Sul.

A Copa do Brasil de 2013 foi um título muito possível de ser conquistado. Naquela final, o Furacão encontrou um adversário tradicional, o Flamengo. O jogo em Curitiba foi difícil, o Athletico buscou aproveitar o fator do mando de campo e jogou para vencer, fez um lindo gol com Marcelo Cirino. O empate veio com um gol inesperado, um chute de fora da área do volante Amaral. O time teve dois desfalques muito sentidos para o segundo jogo, o lateral- direito Léo e o meia Éverton, que viviam ótimo ano. As ausências somadas a uma má atuação culminaram numa derrota por 2×0 para o Flamengo, e consequentemente com o vice campeonato daquele ano.

Mas chegou 2019, o ano da redenção. O Furacão enfrentou Fortaleza, Flamengo, Grêmio e Internacional, vencendo duas batalhas do mata-mata nos pênaltis, (Flamengo e Grêmio). Chegou à final do torneio “contra tudo e contra todos”.

O primeiro jogo em Curitiba foi uma grande partida. Vitória por 1×0, com gol de Bruno Guimarães após uma bela jogada coletiva. Minutos depois de abrir o placar, o Athletico teve uma ótima chance para ampliar com Rony, que fez uma jogada espetacular e parou em Marcelo Lomba. Após a defesa do goleiro da equipe gaúcha, a imprensa do Rio Grande do Sul já cravava o Internacional como campeão da Copa do Brasil, com a convicção de que em Porto Alegre a equipe de Odair Hellmann resolveria o jogo.

O Athletico jogou em Porto Alegre sob o ritmo de Tiago Nunes, com bola no pé e jogadas envolventes. Abriu o marcador no Beira-Rio com Léo Cittadini. Após um belo contra-ataque iniciado por Rony, a bola passou por Marco Ruben, que caprichosamente deu a assistência que deixou o camisa 18 em ótimas condições para fazer o 0x1, e assim aconteceu.

Nico López acabou empatando para os colorados após um lance de bate e rebate na área atleticana. A partida ficou um tanto quanto tensa com o 1×1 no placar, mas o Athletico soube esfriar o jogo e ernervar o adversário. O ápice do título foi a grande jogada protagonizada por Marcelo Cirino, que deu um giro e um toque de calcanhar que acabou tirando Rafael Sóbis e Edenilson da jogada. Depoia, Cirino seguiu para a linha de fundo, passou por Rodrigo Lindoso e deu a bola do título para Rony. O camisa 7 arrematou e consagrou o título. Explosão, choro e muita festa em Curitiba e em Porto Alegre.

Tiago Nunes resumiu a conquista: “Eles tiveram a coragem de duvidar da gente, e a gente foi lá e fez”.

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