3 dez 2019 - 11h54

Gracias por todo, Capitán

No fundo todos nós já sabíamos que você não ficaria. Tinha o desejo claro de retornar ao seu time de coração, perto dos seus. Assim como nós, sua família também te extraña.

É inegável que, ainda assim, não estávamos preparados para a sua partida. E como é difícil essa despedida.

Por aqui você fez muito. Formou o que muitos consideram o maior Athletico de todos os tempos.

Aos poucos esse grupo mágico se desfaz. Algumas ausências serão mais sentidas do que outras. Você seguramente será uma delas.

Quem poderá esquecer dos três gols contra o poderoso Boca Juniors, na nossa casa, mesmo com o rosto ferido da batalha?

Quem poderá esquecer do segundo gol contra o Grêmio, na famosa remontada que nos levou a mais uma final?

Mas a falta que sentiremos não será só dos seus gols. Sentiremos falta do seu caráter.

Nunca lhe faltou garra, entrega, disposição, vontade de vencer. Jamais tirou a perna da dividida. Nem mesmo o rosto.

Nunca se ouviu reclamação sua sobre a reserva, sobre a sequência extenuante de jogos. Além de toda a sua qualidade de matador, você é um atleta e ser humano exemplar.

É inegável que você virou ídolo, e não poderia ser diferente. Centroavante decisivo, jamais precisou de mais de um toque para balançar as redes adversárias. E foi dessa forma que você aterrorizou seus conterrâneos. Foi pesadelo recorrente em 10 de cada 10 xeneizes. Da mesma forma, era presença incontestável em qualquer escalação de torcedores rubro-negros.

Sabemos que o destino lhe reservou um duro golpe esse ano, com o falecimento do seu pai. Sofremos contigo, sentimos a sua ausência.

Sentiremos mais.

Desde já nos sentimos órfãos daquele grito tão emblemático que todos aguardavam: “Marcooooooooooooo …. RUBEEEEN!!!!!!”.

Saiba, Marco, que seu nome está gravado na história desse clube. E no coração dos seus apaixonados torcedores. Tenha a certeza que a sua missão por aqui foi concluída com louvor.

Muchas gracias por tanto, mi Capitán.

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