4 dez 2019 - 16h09

Adeus ano “velho”!

 

Lembro-me como se fosse hoje dos sentimentos experimentados no último Réveillon. Onde momentos antes de iniciar a contagem para receber 2019, me peguei agradecendo pelo grande ano, pelos milagres recebidos, pelo privilégio de estar ao lado do meu Furacão numa temporada tão especial e pelo calendário recheadíssimo que enfrentaríamos no ano que iria nascer.

Por outro lado, fui tomada por uma melancolia tão forte quanto a gratidão que eu estava sentindo, um medo absurdo de não viver um ano tão intenso como o anterior, uma fobia de não ver em campo aquele Furacão que nos fez encontrar sentido no Estadual e que quebrou muros internacionais.

Eu simplesmente não tinha coragem de dar adeus ao ano velho!

Mas o ano mal começou e já deu a letra de que seria inesquecível.

Até o Paranaense foi especial! Como na temporada anterior, empoderamos a nossa base, abraçamos a nova safra da piazada e fomos para batalha. E, assim como na temporada “time de guerra”, ela mostrou a sua força. Teve de tudo: novos amores, Taça conquistada em Atletiba, dois dias seguidos de jogos (CAP x Tolima – 9/4 e CAP x CFC – 10/4), lances de pura genialidade, disputa de pênaltis na Finalíssima e o bicampeonato estadual na nossa prateleira. Sei lá, o jeito que a nossa piazada ergue taças é diferente!

Na Libertadores, mesmo tendo caído nas oitavas, vivenciamos um Furacão de respeito! A Baixada foi Caldeirão, invadimos a Argentina mais de uma vez, fomos notados, incomodamos e, sobretudo, fomos agraciados com uma das partidas mais emblemáticas de toda a nossa história. Aliás, ainda hoje tenho a impressão que aquele hattrick do Marco só pode ter sido sonho!

A propósito, nossas “relação” com o Boca merece mais do que um parágrafo. Afinal, antes daquela partida impecável, nem o mais otimista dos atleticanos imaginaria um roteiro tão fantástico e uma partida tão impecável. Eu mesma, que sou uma otimista/clubista/emocionada inveterada implorava aos céus por um jogo que não nos humilhasse, mas o povão atleticano merecia muito mais do que isso e a magia se fez.

No jogo de volta, mesmo com derrota, o orgulho seguiu intacto e mostramos para os xeneizes que se não fosse a arbitragem teria acontecido algo bem “chato” na Bombonera”. E no sorteio para a próxima fase, em nenhum momento lamentei o reencontro. Jogar contra os gigantes nos fortalece (u)!

Mas nem só de alegrias foi feito esse 2019. Encaramos a saída do Lodi, sem a oportunidade de uma despedida à altura da nossa perda e, pior ainda, experimentamos o pesadelo do dopping com dois atletas importantíssimos.

E, em meio a tudo isso, ainda tínhamos uma Recopa pela frente. O jogo em Curitiba também foi histórico e só de pensar na grandiosidade do que enfrentamos, reconheço que valeu a pena! A experiência adquirida com Gallardo, Armani e companhia, certamente contribuíram para os desfechos do segundo semestre. Entretanto, mesmo reconhecendo isso, ainda me dói termos chego tão perto daquela taça.

A Levain Cup, apesar de ser um torneio pouco popular, veio para trazer um fôlego novo, mais intimidade em competições internacionais e boas cifras aos nossos cofres. Isso sem falar que foi delicioso inovar com um jogo no café da manhã e levantar uma taça internacional antes mesmo do almoço!

E o que falar da Copa do Brasil? O título que tem o condão de calar qualquer invejoso insensato: “Em 2001 foi contra time pequeno”, “a Sulamericana é a série B da América”, a “Levain Cup não vale nada”… Pois bem, em que pese a ignorância presente em todas essas “afirmações”, a conquista da Copa do Brasil foi tão enorme que não oferece margem nem pra esse tipo de comentário. Foi incontestável, foi diante dos maiores times do Brasil, foi contrariando as projeções dos especialistas, foi deixando um Maracanã lotado pelo caminho, foi atrapalhando a tríplice coroa de alguns aí, foi acompanhando o nascimento de ídolos, foi com a cobertura da RPC, foi com remontada histórica, foi na casa do adversário, foi com drible antológico, foi com protagonismo, foi com toda a emoção possível e tudo mais que a gente merecia. Foi com o coração apertado pelo torcedor machucado no dia do embarque e pelo Presidente internado às pressas. Foi difícil, mas foi mágico demais!

Só que a prova de fogo e talvez o desafio de maior complexidade do ano, tenha se apresentado justamente de onde e quem menos esperávamos: Tiago Nunes, aquele que era muito mais do que um técnico para todos nós e cuja história irretocável aqui – infelizmente – foi maculada por uma saída desajeitada. Mas se remontamos aquele placar adverso na Copa do Brasil, não seria a saída do treinador que nos atiraria à lona. E hoje, mesmo ainda traumatizados com o que aconteceu, encontramos na postura do nosso próprio time a obrigação de erguer a cabeça e confiar nesse projeto. Acompanhar a dedicação e o desempenho do elenco mesmo com motivos para desviar o foco nos mostra uma verdadeira lição de amor e respeito à nossa camisa.

Enfim, 2019 se mostrou ainda mais perfeito do que 2018! E na noite de hoje, mesmo diante de despedidas pesadas, teremos a oportunidade de revisitar todas essas grandes histórias, de reconhecer todo o aprendizado, de agradecer a mudança de patamar e curtir mais um pouquinho como nossos (as) cúmplices de arquibancada. Hoje, temos a obrigação de mostrar a esse time o quanto eles marcaram as nossas vidas. Hoje é dia de dar voz ao coração. Hoje é dia de gratidão. Hoje é Athletico y nada más!

E 2020? Só o tempo dirá, mas espero que ele – mais uma vez – seja o senhor da razão!

 

 

 



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