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30 jan 2020 - 11h18

Se o Petraglia renunciar, eu assumo!

Parece piada, mas é verdade! O título acima é um desejo, e pode até virar realidade. Afinal, foi dessa forma que o Petraglia se tornou o novo presidente do Atlético Paranaense (hoje, Club Athletico Paranaense).

Em 1995, segundo depoimentos do próprio Petraglia, o time ia muito bem, e aí levou uma sonora goleada do Coritiba por 5 a 1. Foi a gota d’água pra torcida se irar e protestar de todas as formas. O Petraglia estava ali, do lado de fora observando tudo, e após se envolver em política (na época trabalhou para o Jaime Lerner se tornar Presidente do Brasil), acabou ficando bem conhecido por se destacar no meio político. Diante dessa situação do Atlético-PR de 1995 – os protestos da torcida, a indignação após a derrota acachapante pro Coritiba, etc – o Petraglia (com fama recente por estar metido em política) responde pra um jornalista sobre a situação atleticana: “Se o Presidente renunciar, eu assumo”.

Evidentemente, o presidente atual da época soube dessa nota na imprensa, e não renunciou. Porém, a ira da torcida contra a direção do Atlético-PR de 1995 era insustentável, e aí o presidente decide renunciar, acatando uma ideia proposta pelo Petraglia indiretamente, mas que foi proposta, ninguém pode negar isso.

Após a renúncia do presidente do Athletico em 1995, o Petraglia se envolve com o clube de uma forma cheia de ideais e propósitos, e se elege Presidente do Atlético-PR, repito, hoje Athletico e não preciso dizer mais nada sobre o que aconteceu no comando do Petraglia. Todo mundo sabe. O Athletico saiu da miséria e se tornou esse clube que nós vemos: gigante.

Mas, pra onde eu quero levar essa conversa e abrir a mente da torcida do Athletico? Não sou apenas um torcedor apaixonado pelo clube. Sou também uma pessoa que atua em área administrativa e contábil e tenho uma certa visão e conhecimentos na área administrativa e portanto, sei que alguns “pingos nos is” estão fora da realidade, ou seja, na minha opinião, a administração não está sendo leal e honesta com o torcedor atlhleticano. E desde já informo que isso não é um desejo de me colocar no posto do Petraglia, jamais! Rsrs… Mas, hipoteticamente se houver uma renúncia do Petraglia, e não houver alguém que tenha coragem e peito pra enfrentar tudo, eu assumo. E você? Assumiria, também?

Pra acabar com essa resenha que pra muitos pode ser uma lorota ou conversa fiada de botequim, a realidade está aí: o Club Athletico Paranaense parece um avião caindo em parafuso e cada clube pegando um pedaço pra si. Nossos principais jogadores foram vendidos (Lodi, Bruno, Léo e agora corre um boato de que o goleiro Santos defenderá o Atlético-MG). Estamos diante de uma Supercopa e treinamos nesse mês um jogador pro Flamengo (nosso adversário dessa importante decisão nacional), o Léo Pereira. Ou seja, preparamos um zagueiro pro nosso rival. O Rony está aí parado. Empresários ladrões querem intermediar uma venda e passar por cima da autoridade do Petraglia (nesse caso, se não fosse o pulso firme do Petraglia, o Rony já era). O clima não é bom!

Por outro lado, os dirigentes afastaram o torcedor pobre (a grande massa) do estádio e colocaram a nata rica (classe A e B) lá dentro. Parece um cálculo já bem pensado. O rico não xinga, não reclama, não bate de frente – ganhou ou perdeu, sem problemas. Vai pra casa e a vida boa continua! – Já o torcedor pobre, se observar seu time ser desmanchado e perder jogos ou títulos, a Arena da Baixada vira um inferno. O Petraglia foge disso. Ele não é bobo. Mas, isso é ético? É legal afastar o público principal que prestigia o clube desde 1924? Não é! Estamos no Brasil, e não na Suécia! Milhões e milhões foram arrecadados com negociações e o Athletico, com sua super gestão elogiada nós quatro cantos do mundo, montou uma infraestrutura gigante. Os méritos do Petraglia são muitos. O Athletico deve muito ao Petraglia e seus colaboradores. Mas, como eu disse anteriormente, se o Petraglia não é bobo, a torcida também não é, a imprensa não é, e muitos que atuam em áreas administrativas e contábeis (como eu, por exemplo), também não somos tolos! Ninguém trabalha de graça, entendeu?

Queremos transparência! Queremos o torcedor pobre no estádio torcendo pro Furacão! Queremos jogadores de alto nível pra disputar as competições que teremos pela frente! Queremos um clube que tenha novamente a ligação direta do verdadeiro torcedor athleticano com o clube e o time! Queremos a torcida organizada no estádio sendo organizada! Mas, engana-se quem acha que o torcedor athleticano não tem os mesmos ideais da atual direção! Queremos inovação, também! Queremos ser o melhor clube do mundo, também! Queremos ver o Athletico campeão mundial até 2025, também! Queremos milhões de torcedores brasileiros se tornando atleticanos e que estão espalhados por esses rincões Brasil afora, também! Mas, do jeito que tá, não dá! A direção quer só uma parte disso, a outra ela engole e não digere, e ficamos sem saber o por quê de uma venda, qual foi a estratégia de uma negociação, qual o plano de negócios (hoje, sem transparência), qual a verdade de tudo, até porque o verdadeiro athleticano não sabe quase nada! Quem disser que sabe o que se passa verdadeiramente dentro do Club Athletico Paranaense, está mentindo!

Aí, eu digo novamente: “Se o Petraglia renunciar, eu assumo!”. E você, assume também?

Tá bom? Ou quer mais?



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