31 jan 2020 - 12h55

Bruno Guimarães: o imortal camisa 39

Era abril de 2015 quando Bruno Guimarães Rodriguez Moura, com apenas 17 anos, fez sua estreia profissional pelo Audax Osasco, jogando os últimos três minutos em uma vitória fora de casa contra o Bragantino, por 2 a 1, pelo Campeonato Paulista. Mas foi só dois anos depois que o craque seria promovido definitivamente para equipe principal do time paulista, após impressionar jogando a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Antes de vestir o manto do rubro-negro paranaense, Bruno passou por Vasco, Helênico, Fluminense, CFZ, Audax Rio e Audax.

Chegou ao Furacão em maio de 2017, com apenas 19 anos de idade, por empréstimo de duração de um ano junto ao Audax, tendo sido inicialmente escalado para compor o elenco do time sub-23. A partir dali, surgia o maior ídolo da história do Club Athletico Paranaense.

Athletico Paranaense

Bruno fez sua estreia pelo rubro-negro em junho de 2017, entrando no 2° tempo, na vitória por 1 a 0, fora de casa, contra o Atlético Goianiense.

O volante marcou seu primeiro gol pelo Athletico na goleada em casa por 7 a 1, contra o Rio Branco, pelo Paranaense de 2018. Tornou-se, então, titular indiscutível do “time de guerra” comandado por Tiago Nunes e que seria campeão estadual daquele ano.

Títulos

Com a camisa do Furacão, o meia disputou 106 jogos e marcou dez gols. Foi peça crucial nos títulos do Campeonato Paranaense 2018, Copa Sul-Americana 2018, Levain Cup 2019 e Copa do Brasil 2019.

Bruno foi, indiscutivelmenre, um dos grandes destaques do Athletico no ano de 2019. Deixou sua marca indelével na história do clube, não só pelos títulos conquistados, mas também pelos gols decisivos, assistências magistrais e comportamento extra-campo impecável.

O volante marcou o segundo gol da vitória contra o Fluminense, no Maracanã, pela semi-final da Copa Sul-Americana, em 2018. Neste mesmo estádio, calou milhares de flamenguistas, ao converter a última cobrança do pênalti que classificou o atual campeão da Copa do Brasil para a semi-final desta competição, em 2019. Deixou sua marca também contra o Internacional, quando balançou as redes coloradas no primeiro jogo da decisão, na Arena, abrindo caminho para um dos maiores títulos da quase centenária história rubro-negra.

Ao final 2019, foi eleito Melhor Primeiro Volante do Prêmio Craque do Brasileirão.

Seleção Brasileira

As boas atuações do camisa 39 pelo Furacão renderam convocações para a Seleção Olímpica. Em outubro de 2019, na vitória por 4 a 1 no amistoso contra a Venezuela, fez sua estreia com a “Amarelinha”.

Dois meses após, foi convocado para a disputa do Pré-Olímpico, na Colômbia, atuando inclusive como capitão da Seleção no torneio.

Negócio da China?

À medida em que o jovem jogador destacava-se, surgiam cada vez mais rumores e especulações sobre uma possível negociação envolvendo a jóia atleticana.

O Atlético de Madrid (que havia contratado o lateral-esquerdo Renan Lodi, na maior transação da história rubro-negra até então, na metade de 2019) teria preferência na compra de Bruno Guimarães. O clube espanhol acabou não exercendo seus direitos.

Nem mesmo uma proposta milionária foi capaz de abreviar a passagem de Bruno no Athletico. Em julho de 2019, ele recebeu uma oferta de 40 milhões de euros, do Shanghai Shenhua, da China. Na época, porém, o próprio jogador recusou-se a atuar em um país com pouca tradição e visibilidade no cenário mundial. O objetivo sempre foi muito claro: só sairia do Furacão para jogar na Europa.

O volante já era sondado, na época, por gigantes europeus: Chelsea, Arsenal, Benfica, Atlético de Madrid (novamente) e, por último, Lyon – clube este que acabou decretando a saída do jogador do Furacão.

A despedida

No dia de ontem (30 de Janeiro de 2020), foi definida a maior venda da história do Athletico. Bruno, segundo comunicado da equipe francesa, foi negociado por 20 milhões de euros (R$ 93 milhões) junto ao Lyon.

O Athletico ainda terá direito a 20% do valor de uma possível revenda envolvendo o atleta.

Obrigado, BG39!

Que privilégio para nós, atleticanos, viver na era de Bruno Guimarães!

Grande momento que vivemos que não foi imortal, posto que é chama; mas que foi infinito enquanto durou…

Tão diferenciado, tão ídolo, que no Athletico, a partir de agora, a famigerada “camisa 10” terá sua representatividade máxima no número 39. Obrigado, Bruno Guimarães. O imortal camisa 39.



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