9 mar 2020 - 22h23

Y vamos a Chile!

É sob o belíssimo cartão postal da Cordilheira dos Andes que o Athletico entra em campo contra o Colo-Colo, nesta quarta-feira (11), pela segunda rodada do Grupo C da Libertadores. Palco da partida, o Estádio Monumental David Arellano, conhecido também como Monumental de Colo-Colo ou como Monumental de Santiago, é a casa do “Cacique”, como é popularmente chamado nosso adversário, e foi inaugurado oficialmente em 1975.

O local recebe o nome de um dos principais fundadores do clube, David Arellano, que morreu em 03 de maio de 1927, vítima de peritonite devido a um golpe sofrido um dia antes, no amistoso contra o Real Valladolid, na Espanha – no uniforme, acima do escudo, o clube também adota uma tarja preta em luto e homenagem ao fundador.

Assim como a Arena da Baixada, que foi palco da Copa do Mundo de 2014, o Monumental de Santiago tinha tudo para marcar história e ser um dos estádios da Copa do Mundo de 1962, no Chile. Tanto que seu projeto inicial era grandioso e imponente, tradição naquela época: uma praça para 120 mil pessoas, para receber alguns dos principais jogos do Mundial. Mas o sonho foi interrompido dois anos antes, com um terremoto que atingiu o sul do Chile em 1960, que suspendeu a ajuda financeira governamental para a construção de novas praças – por decisão do governo chileno, a Copa foi disputada apenas nos estádios já acabados, adiando o sonho do Colo-Colo de ter sua casa finalizada.

Apenas 15 anos depois, em 1975, o clube começou a realizar o sonho da casa própria. Após uma transação milionária do atacante Carlos Caszely para a Espanha, o Colo-Colo conseguiu fundos para finalizar seu estádio, inaugurado em 20 de abril, na vitória por 1 a 0 sobre o Aviation.

Mas a estrutura precária fez com que, meses depois, novamente os jogos fossem mandados no Estádio Nacional e o sonho Cacique fosse adiado por mais um tempo – nesse aspecto, uma coincidência inclusive com a própria história atleticana, que por anos precisou jogar em campos alugados, como Couto Pereira e Pinheirão, até ter concluído o estádio Joaquim Américo Guimarães.

Apenas em 1989, após a negociação do atacante Hugo Eduardo Rubio para Bolonha, da Itália, enfim o sonho foi concluído: num amistoso contra o Peñarol, do Uruguai, e vitória chilena por 2 a 1, o Estádio Monumetal David Arellano era reaberto em grande estilo.

Três anos depois, novas melhorias, com a inauguração do sistema de iluminação, dando uma nova perspectiva ao clube: em 1991, o Colo-Colo foi o primeiro time do futebol chileno a se sagrar campeão da Libertadores. A final, contra o Olímpia, do Paraguai, foi justamente no Estádio Monumental David Arellano, com público de 66.517 espectadores, na vitória por 3 a 0 , com dois gols de Pérez e um de Herrera.

Atualmente com capacidade para 47 mil pessoas, o local é conhecido como “caldeirão chileno” (mais uma coincidência com a Arena da Baixada), devido à proximidade das arquibancadas com o campo de jogo e será um teste e tanto para os comandados de Dorival Júnior.

Para os jogadores do Colo-Colo, entretanto, a expectativa é de vida difícil para os atleticanos. “Em nossa casa temos que ganhar, estamos convencidos disso. Em casa, precisamos nos tornar ainda mais fortes ”, destacou o volante volante Gabriel Suazo. Na primeira rodada, o Colo-Colo perdeu por 2 a 0 para o Jorge Wilstermann, da Bolívia.



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