16 jun 2020 - 18h48

Botafogo e Flamengo no caminho do Furacão

Seguindo com as lembranças de jogos marcantes do Athletico no Estádio do Maracanã, recordaremos uma derrota e uma vitória, diante de Flamengo e Botafogo respectivamente. Nem só de triunfos é feita a história de um time e não temos dúvidas que o aprendizado daquela dura derrota para o rubro-negro carioca, ajudou forjar no tempo um time que se acostumou a vencer, mesmo num palco tão consagrado como o Maracanã.

CAPÍTULO 2 – CONQUISTA ADIADA

Em 2013, o Furacão disputou sua primeira final de Copa do Brasil, contra o Flamengo.

Jogo nervoso, como era de se esperar, após o equilibrado empate por 1 a 1 na partida de ida, na Vila Capanema o rubro-negro paranaense se deixou tomar pelo nervosismo e acabou cometendo muito mais erros do que acertos. O placar nulo dava o título ao clube da Gávea.

Já nos minutos finais de jogo, táticas e orientações técnicas foram deixadas de lado, prevalecendo o coração e a transpiração. As equipes se lançaram abertamente ao ataque. E foi o Flamengo quem se deu melhor. Elias e Hernane deram o título aos cariocas.

Se neste ano a conquista nacional não veio, por outro lado a ensandecida torcida atleticana cantava a plenos pulmões, entoando cânticos que abafaram os sons da maior torcida do Brasil. O ingresso que custava na época R$ 250 acabou afugentando boa parte dos tradicionais torcedores flamenguistas que deram lugar aos espectadores de final que viram a torcida atleticana dar um verdadeiro show dentro do Maracanã.

Festa linda e de arrepiar dos mais de 6.000 guerreiros que incentivaram o Furacão. Sentimento único que certamente será lembrado para sempre, em especial aos que se fizeram presente no Templo do Futebol Mundial, mesmo com a derrota na final.

 CAPÍTULO 3 – É PARA POUCOS

Dentre as inúmeras brincadeiras que rolam no mundo particular dos boleiros, uma é consagrada. Quando em qualquer circunstância, quer seja no “rachão” pós treino, disputa de carteado ou em jogos de vídeo game onde um companheiro vence o outro, já se pergunta na hora: “jogou onde pra tirar tanta onda? Já fez gol no maior do mundo por acaso?”

O jovem Pedro Oldoni, então com 21 anos pode tirar essa onda. Não bastasse marcar no “ maior do mundo”, Pedro fez três gols numa partida, o famoso hat trick  como dizem os ingleses ou o triplete na gíria dos argentinos.

O Atlético ainda não tinha vencido no Brasileiro de 2006 e depois de do fracasso no estadual, quando foi eliminado ainda nas quartas-de-final pela Adap Galo tendo perdido ambas as partidas por 2 a 1 e ser eliminado em casa pelo Volta Redonda na Copa do Brasil, a equipe ainda comandada por Givanildo de Oliveira venceu de maneira contundente o Botafogo por 4 a 0 no Maracanã.

Naquela tarde o atacante Pedro Oldoni brilhou e abriu o marcador ainda na primeira etapa. Um pênalti duvidoso a favor do Glorioso foi marcado, mas Dodô bateu na trave. No segundo tempo com mais tranquilidade o Atlético se impôs em campo, com Oldoni marcando mais uma vez. Alan Bahia sepultou qualquer chance de reação carioca cobrando pênalti com sua costumeira maestria e no final da partida mais uma vez Pedro Oldoni deixou sua marca nas redes do maior do mundo, deixando seu nome numa restrita galeria: a dos jogadores que fizeram numa única partida três gols no Maracanã.



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