30 jul 2020 - 13h57

De carrasco a herói? Treinador atleticano já foi campeão pelo rival

Naquele domingo nublado de maio de 2008, mais uma vez os dois maiores e mais tradicionais clubes do Paraná decidiriam o campeonato estadual. De um lado o Atlético, necessitando da vitória por dois gols para levantar o caneco por ter feito melhor campanha: de outro o Coritiba, que venceu por 2 a 0 a primeira partida e abrira vantagem (que se tornou efetiva ao final da partida).

O treinador do alviverde à época era Dorival Jr, que montou uma equipe com mais cuidados defensivos nas finais, mas que era mais equilibrada que o Atlético de Ney Franco. Naquele certame, depois de bater o recorde de 11 vitórias seguidas do Furacão de 1949, a diretoria cometeu verdadeiro harakiri futebolístico vendendo dois ídolos da torcida: o volante e capitão Clayton e o colombiano, meia atacante Ferreira para o exterior. Fato que simplesmente não houve reposição, fazendo a equipe cair de produção na fase decisiva e ver o rival triunfar mesmo com a derrota de 2 a 1 na partida de volta na Arena da Baixada com falha gritante do zagueiro racista Danilo e do goleiro Vinicius no gol de Henrique Dias.

Como curiosidade, este foi o ÚNICO Atletiba com vitória atleticana (que de nada valeu) comandado pelo polêmico árbitro Heber Roberto Lopes que coincidentemente possui um retrospecto favorável ao rival no maior clássico paranaense.

Já no Campeonato Brasileiro daquele ano foram dois empates em 1 a 1, em ambos com Dorival Jr treinando o Coritiba. Naquele nacional o Coxa ficou em 9ª enquanto o Atlético foi inconstante e ficou em 13º lugar, porém somente um ponto acima da zona da degola, escapando do rebaixamento na última rodada após golear o Flamengo na Baixada.



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