20 ago 2020 - 22h07

Deserto de ideias

Quem joga ou jogou algum game da franquia Football Manager certamente se acostumou com alguns termos do português de Portugal aplicados ao futebol. Pois no dia 19 de agosto de 2020, em meio à pandemia do novo Coronavírus, não havia “adeptos nas bancadas” do estádio Joaquim Américo para ver o confronto entre Athletico e Palmeiras. Sorte dos adeptos.

O Furacão, atual tricampeão Paranaense, e o Verdão, atual campeão Paulista, protagonizaram uma partida que castigou aqueles que a assistiram pela televisão. O narrador André Hening, da Turner, resumiu em um tweet seu sentimento após o jogo.

Aqueles que não viram o jogo podem imaginar a sua baixa qualidade apenas pelos números. Ao longo da partida houve nada menos do que 39 faltas (uma a cada 2 minutos e meio) e apenas 3 chutes a gol: todos do Palmeiras. O Furacão apenas acertou a trave num chute de Pedrinho e o goleiro Weverton não fez uma única defesa.

Apesar da vitória palmeirense, a repercussão da partida foi ruim até mesmo entre os torcedores do Porco. Nas redes sociais o sentimento geral era de que a partida havia sido uma das piores já vistas na série A do Campeonato Brasileiro.

Enfim, a partida entre Athletico e Palmeiras só pode ser perfeitamente descrita recorrendo a um dos termos do Football Manager: um deserto de ideias. O que é vexatório para o futebol nacional, pois se tratou do embate entre duas equipes com títulos na temporada vigente, representantes do país na principal competição continental e jogando em um gramado livre de imperfeições que possam atrapalhar o bom desenvolvimento do jogo. O futebol pretensamente “propositivo” do time de Luxemburgo e o moderno “jogo de posição” de Dorival Junior pareceram, na noite de ontem, muito mais com uma pelada de amigos. E amigos ruins de bola…



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