2 out 2020 - 7h07

Conheça D. Solange, uma atleticana de berço e de carteirinha

Hoje pedimos a atenção de todos para uma homenagem especial à D. Solange Pavloski, que esta semana completou 55 anos de idade e foi surpreendida pelo filho, Gustavo, com um presente mais que especial: uma camisa do Athletico!

A história fica ainda mais bonita porque essa foi a primeira camisa do Furacão dessa torcedora de berço e de carteirinha! “Só quando ganhei a camisa é que me dei conta que era a primeira em tanto tempo, um presente maravilhoso, amor rubro-negro”, contou num misto de orgulho, amor e gratidão.

Dona Solange conta que sua relação com o Athletico veio desde o momento que nasceu, numa herança do pai e do padrinho. “Sou atleticana de berço, quando nasci, meu pai perguntou ao médico se o atleticano dele tinha nascido. O doutor respondeu que havia nascido uma AtleticanA. Somos uma família de coração rubro-negro.”

Torcedora Solange Pavloski e o orgulho de ganhar a primeira camisa aos 55 anos [foto: arquivo pessoal]
Tanto, que muitas das boas lembranças familiares envolvem, é claro, o Furacão: “Lembro do meu pai comigo com 5 anos dentro do fusca, numa carreata na Marechal Deodoro comemorando um título do CAP. Ele saía do carro com a metade do corpo e soltava foguetes chorando de alegria” – era a festa do título Paranaense de 1970, caneco que o Athletico não levantava há 12 anos e que veio numa vitória inesquecível sobre o Seleto, em Paranaguá, feito que justifica tamanha ousadia na comemoração dos torcedores.

A presença familiar na Baixada era tão frequente que, em agosto de 1971, ela se tornou uma “torcedora de carteirinha”. “Eu e minha irmã íamos no tobogã, que foi instalado no ginásio do Atlético. O próprio nome já diz, atleticana de carteirinha, frequentadora assídua da Baixada.”

Carteirinha de Sócio Atleticano Junior, de 1971 [foto: arquivo pessoal]
Nesses 55 anos do mais puro atleticanismo, D. Solange coleciona alguns momentos inesquecíveis, como, por exemplo, um jogo contra o Matsubara, quando ainda era menina; ou ir ao Caldeirão grávida de 6 pra 7 meses, além, é claro, do orgulho de poder levar o filho e a comadre para torcerem na Baixada. “Para mim não existe um momento em especial, porque o Athletico só me dá alegrias, ser atleticana é um modo de vida!”

Entre os ídolos que colecionou, guarda com especial carinho o ex-meia Paulo Baier – “um baita jogador” – e o goleiro Santos, “que é o santo do nosso time”. E não se engane que ela seja uma torcedora calminha… pura ilusão! “Sou daquelas que sofre com o time sempre, vê o noticiário, canta o hino toda vez que é campeão e, claro, a música: ‘coxarada f** da p**’” – mais alguém aí se identifica?!

Uma história que certamente muitos de vocês, leitores, também têm em casa, com o pai, a mãe, o avô, a avó…. e tantos atleticanos que nos ajudam a fazer nascer e prosperar esse atleticanismo em cada um de nós e em nossas famílias.

Parabéns e muito obrigado, D. Solange! Pelo seu aniversário, comemorado nesta quarta-feira, dia 30 de setembro, e por todo exemplo de amor e orgulho em vestir as nossas cores e a nossa camisa!



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