21 out 2020 - 9h37

No brasileirão, números assustam

Após conseguir perder a liderança do grupo C da Libertadores para o boliviano Jorge Wilstermann, o Athletico volta sua atenção para o Campeonato Brasileiro, e deve se preocupar com o que vê.

A dois jogos do fim do primeiro turno, o atual campeão da Copa do Brasil ocupa o 17º lugar, inaugurando a zona de rebaixamento para a série B. Possui, no certame nacional, 16 pontos, com 4 vitórias, 4 empates, e 8 derrotas (ou seja, perdeu metade dos jogos que disputou).

Possui, é verdade, um jogo a menos, mas essa partida é contra o Atlético Mineiro, candidato ao título e atualmente em 3º lugar, com 10 vitórias no campeonato e com treinador e elenco muito qualificados. Na situação atual, portanto, é difícil imaginar a conquista de três pontos nessa partida.

Assim, restariam os dois últimos jogos do primeiro turno: Grêmio, na Arena da Baixada (25/10), e Sport, fora de casa (01/11), partidas em que, pelo panorama atual, será difícil ter otimismo. O Grêmio tem mais do que o dobro de vitórias atleticanas (nove), e o Sport será o mandante da partida (condição em que apenas o Fortaleza perdeu para o Athletico nesse campeonato, na primeira rodada, quando o rubro-negro ainda era treinado por Dorival Jr.). Além disso, tais partidas serão disputadas em meio aos jogos das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o milionário Flamengo.

Os dois primeiros times fora do Z4, a dois pontos do Furacão, são Vasco e Corinthians, com 18 pontos. Ambos venceram no confronto direto com o Athletico (o último deles jogando fora de casa). Em seguida, empatados com 19 pontos, estão Botafogo, Ceará (que conquistaram um empate na Arena da Baixada) e Bahia (único a perder para o rubro-negro).

Dois times que poderiam ser concorrentes diretos ao rebaixamento são Sport e Atlético Goianiense, os quais, porém, estão muito melhor colocados no campeonato, com 20 e 22 pontos, respectivamente.

Para atingir 45 pontos (meta usual para se salvar do rebaixamento), o Athletico precisa, portanto, de 9 vitórias e 2 empates; precisa, pois, bem mais do que as 4 vitórias que conquistou até aqui. Além disso, no returno, enfrentará concorrentes diretos (como Ceará, Goiás, Corinthians, Bahia, Coritiba e Bragantino) fora de casa.

Para encerrar, Paulo Autuori, contratado recentemente para a função de Head Coach e, nessa condição, cogitado como técnico temporário no lugar de Eduardo Barros, deverá cumprir 3 jogos de suspensão em campeonatos nacionais, em decorrência de punição recebida quando era técnico do Botafogo, e não poderá ficar no banco de reservas nas próximas partidas.

Assim, mudanças são necessárias. Para além da chegada de novos dirigentes, é preciso ações que reflitam no desempenho e resultados do Athletico, e isso não pode demorar. Num campeonato difícil como o Brasileirão, afetado pelo ano atípico que vem sendo 2020, qualquer atraso na necessária reação pode ser fatal.



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