24 nov 2020 - 21h17

Tudo igual no primeiro confronto do Furacão com o River

No primeiro confronto do Furacão válido pelas oitavas de final da Libertadores, deu empate. O Furacão recebeu o River Plate na Arena da Baixada repleto de desfalques pela Covid-19, teve um atleta expulso no segundo tempo e ainda assim conseguiu empatar em 1 a 1 com uma das melhores equipes do continente.

O River iniciou o jogo mostrando o porquê de ser a equipe mais temida do continente nos últimos anos. Com apenas 1 minuto de jogo, a equipe argentina finalizou pela primeira vez em cabeceio de Borré, no meio do gol. Mas aos 4 minutos foi o Athletico quem criou a primeira chance real de gol. Em bola vinda da esquerda, Richard saiu sozinho na área, mas isolou.

Apesar do susto, a equipe argentina era quem mandava na partida. Iniciando as jogadas desde o campo de defesa, o time encontrava relativa facilidade para fazer enfiadas de bola perigosas entre os defensores do Furacão, sem conseguir finalizar, entretanto. Apenas aos 13 minutos, Suarez recebeu com liberdade e ia saindo na cara do goleiro Bento, mas Pedro Henrique conseguiu se recuperar e bloqueou o chute. Um minuto depois, Nacho Fernandez fez bom giro na área e finalizou para bloqueio de Thiago Heleno.

Sofrendo pressão alta em seu campo de defesa, o Athletico não conseguia jogar. O time argentino obrigava a ligação direta e, nas poucas vezes em que permitia espaços para construção, o Furacão pecava nos passes. Aos 21 minutos, Leo Cittadini dividiu bola pelo alto na área e levou a pior: o jogador atleticano quebrou um dente e saiu de campo para atendimento, mas conseguiu retornar após conter o sangramento.

Aos 25 minutos, nova jogada de perigo do River. Matías Suarez deu belo corte em Thiago Heleno e finalizou de esquerda para defesa do goleiro Bento. Aos 32 o arqueiro estreante foi exigido novamente, desta vez num cabeceio perigoso de Paulo Diaz em escanteio.

O ritmo alto impresso pela equipe argentina, entretanto, começou a dar sinais de que poderia desgastar os comandados de Gallardo. A partir dos 35 minutos, o jogo baixou de ritmo e o Furacão passou a conseguir trabalhar mais a bola e evitar os riscos. A partida foi para o intervalo com igualdade no placar, mas com o Furacão dando mostras de que podia suportar o forte adversário.

Na volta do intervalo, Walter entrou no lugar de Carlos Eduardo e Bissoli foi a campo no lugar de Renato Kayzer. Apesar das mudanças no Athletico, o River foi o primeiro a levar perigo. Aos 3 minutos, Borré chutou cruzado e Suarez quase conseguiu alcançar e finalizar. A bola passou caprichosamente diante do gol de Bento. Aos 8 minutos, mais uma chance do River. Borré recebeu nas costas da zaga e finalizou para boa defesa do goleiro atleticano.

Aos 10 minutos a primeira chance do Athletico no segundo tempo. Após chute dividido de Walter, Bissoli ficou com a sobra, limpou e chutou prensado para fora. E aos 12 minutos, a explosão: Erick cruzou da direita, Walter deu linda deixadinha e Bissoli dominou para fuzilar o goleiro Armani. Furacão na frente na Arena!

Mas o time argentino seguia com maior controle das ações do jogo. Aos 18 minutos, Suarez girou muito bem quase na pequena área e só não marcou porque Thiago Heleno travou o chute em cima da hora.

Aos 22 minutos, a partida começou a ganhar ares de drama para o Furacão. Em jogada no meio de campo, o juiz enxergou lance para amarelo em dividida de Reinaldo com Sosa. O atleta atleticano já tinha cartão e foi expulso, deixando o Furacão com um a menos.

Com a expulsão, o River passou a intensificar suas ações no ataque, encontrando mais espaços. Autuori, então, promoveu a entra de Felipe Aguilar no time, no lugar de João Vitor. Aos 32, após finalização do River de dentro da grande área, Thiago Heleno evitou o gol tirando a bola de cabeça. Um minuto depois, Autuori promoveu a entrada de Lucho Gonzales no lugar de Richard.

Aos 39 minutos, a melhor chance do River no jogo até então. Após escanteio na direita, Carrascal desviou de cabeça no primeiro pau e a bola explodiu na trave do goleiro Bento. Aos 41 minutos, o Furacão deu o troco na mesma moeda. Erick surgiu livre no primeiro pau em escanteio e cabeceou para fora com muito perigo.

Aos 44 minutos, novamente Carrascal teve oportunidade de chegar finalizando, mas Lucho travou na hora certa, mandando para escanteio. Na cobrança, o balde de água fria: Paulo Diaz cabeceou livre e empatou o jogo para o River.

Os minutos finais foram de intensa pressão do time argentino, com o Furacão lutando valentemente para manter o resultado. Aos 48, o time do River quase chegou à virada, novamente numa jogada de escanteio, mas a zaga bloqueou, e o placar não se alterou mais. Empate com sabor amargo pelas circunstâncias, mas numa atuação na qual só cabem elogios aos atletas do Furacão. Com um a menos e muito desfalcado, o time conseguiu se manter vivo e ir para o confronto de volta com chances de classificação.



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