Alberto
goleiro
 

Nome:

 

Alberto Gottardi.

  Posição:   goleiro.
  Clubes:   Savóia e Atlético.
  No Atlético:   1927 a 1933. Campeão paranaense em 1929 e 1930.
       
       

Atleticano acima de tudo. É assim que se pode resumir a vida de Alberto Gottardi dentro do clube. Defendeu a camisa rubro-negra por seis anos, deixando-a para seu irmão mais novo, Alfredo, que se consagraria como o grande Caju, “A Majestade do Arco”.

Alberto começou a carreira no Savóia. Defendia o Leão do Água Verde em 1925, quando o recém-fundado rubro-negro derrotou os savoianos e se consagrou campeão paranaense pela primeira vez na história. Dois anos depois, o goleiro decidiu mudar de ares, ou melhor, de endereço. Continuou no mesmo bairro, mas foi parar na Baixada. Chegou para montar a dinastia dos Gottardi no clube: viu o irmão, filhos e sobrinhos unidos pelo mesmo ideal – ajudar o Atlético a vencer e a crescer.

Com a camisa atleticana, Alberto foi bicampeão paranaense invicto, em 29 e 30. Muitos o consideram o primeiro grande ídolo da história do clube. Durante o tempo em que jogou no rubro-negro, foi titular absoluto da equipe e das seleções que se formavam regularmente. Seu último jogo foi o famoso “Atletiba da Gripe”, em 1933, quando entrou em campo contrariado e fortemente gripado, mas mesmo assim ajudou o Atlético a vencer por 2 a 1, consolidando a fama de “Clube da Raça”.

Aposentou as luvas, entregando o posto a Alfredo, seu irmão mais novo. Mesmo assim, continuou ligado às coisas do Atlético. Exerceu, até 1962, a função de administrador da Baixada. Também era o organizador oficial dos churrascos realizados no bosque anexo ao estádio.

Em 1939, quando Caju se desentendeu com o presidente Cândido Mäder e formou o “Atlético Extra”, Alberto acumulava duas funções no clube: era o roupeiro do time principal e treinador dos rebelados. Diziam que ele desviava para os seus comandados o melhor uniforme, deixando o mais velho para o oficial.

Em 1967, o Estádio Joaquim Américo passou por uma grande reforma, com a construção de novos degraus nas arquibancadas, vestiários mais confortáveis e um novo gramado. Alberto, Caju e outros grandes nomes da história atleticana participaram ativamente das obras. Alberto teve uma preocupação especial com a “sagrada grama da Baixada”. Enquanto crescia, não permitia que ninguém colocasse os pés ali depois de uma forte chuva. Dizia que o presidente mandava no clube, mas do campo cuidava ele.

Seus filhos também chegaram a vestir a camisa rubro-negra: Rui, meia-direita titular do Furacão de 49, Almir e Aldir. Acompanhou também a saga de outros dois Gottardi no rubro-negro, Celso e Alfredo, filhos de Caju. Os filhos e sobrinhos eram auxiliares de Alberto no cuidado com a grama da Baixada.

O certo é que, se a família Gottardi tem uma grande e brilhante história para contar dentro do Clube Atlético Paranaense, o precursor disso tudo foi Alberto, o primeiro Gottardi a saber porque a camisa rubro-negra só se veste por amor.

 
 
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