Rogério Andrade, 41 anos, é administrador. Atleticano de "berço", considera a inauguração da Arena da Baixada como o momento mais marcante do Atlético, ao ver um sonho acalentado por tantos anos tornar-se realidade.
Mesmo com o Sub-23, encaramos tudo e todos de frente, mostramos garra e determinação, revelamos talentos e lutamos, até o fim. O que queríamos deste Atlético foi exatamente o que vimos dentro de campo: vibração, coragem e sangue nos olhos.
Estou convicto de que vamos avançar a próxima fase da Copa do Brasil e não vamos nos preocupar com rebaixamento no Brasileiro deste ano. Este é o primeiro passo, é o mínimo que pretendemos, mas estou muito confiante que 2013 será bem melhor.
Enfim, está aberta mais uma semana de Atletiba. O Atlético que aproveite essa juventude, essa oportunidade única e que a nossa piazada jogue o “jogo da vida”... e o coxa que se cuide com esse tal favoritismo que estão espalhando aos quatro cantos.
Se tá difícil dormir, também tá difícil almoçar, jantar, trabalhar. Tá uma dureza segurar por tanto tempo esse coração que vive me ameaçando, como se quisesse me matar a todo instante.
Está chegando a hora, torcedor atleticano! Vamos invadir o Anacleto Campanella e dessa vez vamos gritar o nome de outros heróis, os que levarão a responsabilidade de vestir a camisa mais linda do mundo, aquela que carrega o escudo do Clube Atlético Paranaense.
Nosso foco? Time do Vitória, em Salvador. Foco total, dedicação absoluta e determinação como nunca vista. Estaremos todos no Barradão, próximo sábado, 20 de outubro, a partir das 16h00. Só de pensar na importância de mais três pontos, o coração já dá um salto até a garganta.
É preciso também que o time de Ricardo Drubscky tenha essa consciência. Que lutem o tempo todo e que ultrapassem todos os seus limites. Cada jogo é uma decisão de campeonato e cada vez mais temos que agarrar os três pontos com muito suor e muita vontade.
Torcedor atleticano, a nossa parte é lotar o estádio, empurrar o Atlético, cantar até perder a voz, vibrar e demonstrar a nossa paixão e a alegria de ser atleticano.
Sábado, a partir das 16h00, todo o otimismo e a corrente de energia positiva estarão no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.
Algo novo está acontecendo e como num toque de mágica (ou de Drubscky) estamos tomando um novo rumo e retomando nossos ideais de uma maneira muito forte e determinada, afinal de contas, não é apenas o Atlético ganhar que nos emociona, mas a forma como o Atlético está ganhando.
Eu poderia viver de sonhos, de esperanças, de bater no peito e dizer: apesar de tudo, eu acredito! Mas passei, de alguns anos pra cá, a ser um torcedor realista, que cansou de apanhar, que cansou de ser enganado e que cansou de viver de ilusão.
É hora de assumir a realidade do clube, de vestir a roupa da segunda divisão (às vezes o time me passa a impressão de que basta entrar em campo) e de enfrentar os problemas de futebol que já tornaram-se crônicos, ou vamos assistir mais um ano passar, recheado de promessas e discursos, terminando com um vazio enorme dentro do peito de cada atleticano.
Pênalti! Pênalti! Pênalti! Foi uma vibração só. Fechamos a tampa. Sim, tínhamos um pênalti a favor, não fosse a audácia e a cara de pau do goiano Wilton Pereira Sampaio. O cara não deu a penalidade máxima.
A série B vem aí, e já não há tempo, nem paciência, para brincar de futebol. Até porque não existe mais bobo na parada.
Fez-se valer o direito e o desejo do Clube Atlético Paranaense. Ao órgão máximo, fica a responsabilidade da decisão. Aos demais, ainda a oportunidade de resgatar o bom senso.
Ah... quantas saudades daquele Atlético... Atlético que segurou na minha mão, que me fez chorar de emoção, que me fez rolar de alegria, que me fez sorrir de paixão, que me fez perceber o quanto viver vale a pena!