3 jun 2001 - 19h05

Atlético conquista o terceiro bicampeonato de sua história

Rubro-negro é quem tem raça e não teme a própria morte. É o que diz a letra do Hino Oficial do Clube Atlético Paranaense, bicampeão paranaense em 2000 e 2001. E raça foi o que não faltou para o time chegar à esta conquista, o terceiro bicampeonato na história do Furacão (antes, o time havia vencido em 29/30 e 82/83). Mesmo apesar de ter a melhor campanha da competição e ser o grande favorito para vencer o campeonato, a conquista atleticana saiu depois de três empates em uma inédita final com o Paraná Clube. Em todas as ocasiões o Atlético vencia, mas cedeu gols no final e acabou empatando. Em 23 partidas, foram 16 vitórias, 4 empates e apenas 3 derrotas. O Atlético atropelou os adversários, com o ataque mais positivo da competição (59 gols) e uma das defesas menos vazadas (31 gols sofridos). Além disso, teve o artilheiro disparado, o atacante Kléber, com 22 gols. A primeira partida do clube já mostrou como seria o campeonato. Em 20 de janeiro, o Atlético foi até Londrina e meteu 7-3 no Tubarão, confirmando sua força. Depois disso, conquistou o primeiro turno da competição e fez a melhor campanha de todo o campeonato. Nas semifinais, despachou o novato Malutrom e se classificou para pegar o Paraná. No primeiro jogo, disputado no Couto Pereira, o rubro-negro saiu na frente com um gol de Alex Mineiro, mas cedeu o empate aos 44 minutos do segundo tempo, em uma cobrança de falta de Lúcio Flávio. O título poderia ter vindo no segundo jogo, na Baixada, com novo gol de Alex. Mas Washington empatou para o Paraná aos 39 e adiou a festa. Os deuses atleticanos não queriam que fosse daquela maneira. O título teria de vir de forma mais sofrida, com mais raça dos jogadores. E o título chegou em 3 de junho. Uma linda tarde de sol brindou a massa atleticana, que superlotou a Arena da Baixada. Adriano marcou o gol que daria o título ainda na primeira etapa, mas o Paraná empatou com Márcio. A virada foi conseguida quando o time estava com um a menos em campo. Em um rápido contra-ataque, o volante Donizete Amorim mostrou categoria e fez a massa atleticana enlouquecer. Mas, aos 39, Márcio voltou a marcar e esquentou ainda mais a decisão. Os últimos minutos serviram apenas para demonstrar que toda conquista atleticana é sofrida. E que, realmente, rubro-negro é quem tem raça e não teme a própria morte. (foto: Parana-Online)



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