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5 jul 2002 - 17h54

A economia é a base da porcaria

Às vezes eu tenho a impressão que para os dirigentes do CAP, e atualmente em especial o Dr. Mário Celso Petráglia, ainda não caiu a ficha da importância que significa ser um campeão brasileiro de futebol e a responsabilidade que isso atrai. Veja-se o que vem acontecendo com o Clube dentro e fora do campo.

Primeiramente sofremos com a humilhante eliminação da Copa Libertadores da América em conseqüência de uma clara e indiscutível falta de organização e preparação para participar de tão importante competição. No outro campeonato de que participamos, a Copa Sul-Minas, não podemos dizer que o saldo tenha sido ruim, afinal ficamos com o Vice-campeonato; no entanto, tivemos com a faca e queijo nas mãos para sermos campeões, e o time não soube aproveitar deixando escapar o triunfo naquela primeira partida contra o Cruzeiro na Arena onde bisonhamente deram todo o espaço para o limitadíssimo Edílson fazer a festa. E como todos sabem, na cultura brasileira — mormente quanto ao futebol — vice e nada são a mesma coisa. De resto, ganhamos o “SUPER; HIPER; MAX; GIGANTESCO” Campeonato Paranaense; e foi exatamente último jogo deste torneio que se acendeu a primeira luz de alerta.

Li em uma das colunas oficiais do site, um balanço feito pelo articulador onde concluía um saldo positivo para o Rubro-negro. Concordo em parte, entretanto, esqueceu-se o colunista de observar um importante e preponderante detalhe: o comandante atleticano durante todo o primeiro semestre foi o genial Geninho, que deixou o time montadinho para o Riva conquistar o tal “TUDO” Campeonato Paranaense. Ainda assim, no último jogo já pudemos perceber que efetivamente as coisas começavam a mudar, e infelizmente, para pior.

Eu penso que no Atlético de hoje, campeão brasileiro, não há mais espaço para laboratório e experiências mirabolantes, principalmente no curso de campeonatos oficiais da CBF; contudo, parece que é isto que está acontecendo dentro do Atlético.

Uma parte das experiências em andamento nitidamente deve-se à filosofia de economia do Clube, e nesse aspecto há que se fazer algumas distinções. Na mesma linha do dito popular que utilizei como subtítulo deste texto, existe outro dito pelos italianos e bastante conhecido “porca miséria” (não sei a grafia está correta). Ambos traduzem um comportamento de avareza exagerada, que eu acho que é o que se está praticando no Atlético.

Concordo plenamente com a política de racionalidade de gastos implementada pelo Dr. MCP no Clube, entretanto, penso que isso não pode ser conduzido de forma extremada e intransigente sob pena do Clube poder vir a sofrer prejuízos em razão disso. Um exemplo claro foi caso do técnico Geninho. Quando de sua saída do Clube, veio à tona que seu salário era R$ 88.000,00, valor este considerado alto para os novos padrões estabelecidos pelo DR. MCP. Então o Geninho concordou com sua redução para R$ 60.000,00, porém o Clube definiu que não pagaria mais do que R$ 40.000,00, resultado: por causa de um impasse de R$ 20.000,00 perdemos nosso ótimo técnico campeão. Ora, se o problema era dinheiro eu pergunto: não seria melhor ter dispensado jogadores como Fabrício e Wellinton Paulo que já demonstraram que não têm qualidade para jogar num time como o Atlético de hoje?? também o Ilan, que como promessa vai se eternizando no Clube nesta condição sem ter demonstrado até agora a que veio (ressalva para algumas poucas atuações importantes e decisivas). E porque não o Sr. Kleber e o Alex Mineiro — que são os maiores salários do Clube — e que já há algum tempo não vêm jogando mais nada, porque nitidamente já não têm o menor entusiasmo em vestir a camisa do furacão?? A economia feita nesses exemplos já seria o suficiente para bancar o salário do Geninho ou outro técnico; no entanto, o DR. MCP preferiu promover o Carlos Riva a esta função para não ter gastar dinheiro com este tipo de profissional. Ora, com todo o respeito que merece O DR. MCP, mas o Riva é o melhor preparador físico do país mas não é técnico. Ele escala mal o time e mexe pior ainda. Isso ficou claro nos jogos finais do “MEGA” Campeonato Paranaense e também já no primeiro jogo da Copa dos Campeões, quando sacou o Dagoberto de campo (o único que vinha fazendo jogadas boas no ataque) mantendo no jogo os inoperantes Kleber e Alex Mineiro.

Talvez eu possa queimar a língua como aconteceu com o Brasil todo em relação ao Felipão, mas acho que o Atlético não passa da primeira fase neste campeonato, e acho ainda que isto pode até ser bom. Um fato desses quem despertasse o bom senso no DR. MCP e o fizesse contratar um técnico de verdade para o Campeonato Brasileiro, pois eu tenho medo que essa soma de avareza + experiências possa ser igual (=) a vexame, e esse tipo de coisa não cabe mais dentro do Atlético.



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