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14 set 2002 - 11h07

Douglas Silva

Confesso que fiquei meio ressabiado quando Preto se machucou e Espinosa anunciou Douglas para substituí-lo para o jogo contra o Vitória. Afinal, Douglas tinha sido emprestado para o Sport, de Recife, para jogar junto com o Geraldo. Acompanhei a imprensa pernambucana especializada durante alguns dias para saber como estava o desempenho deste jogador. E ele não foi bem, pelo menos no início.

Nos sites do Sport, não havia elogios dos torcedores, muito pelo contrário… Não sei se depois melhorou, porque parei de acompanhar. A diretoria mandou ele retornar para ser opção de banco a Preto e Vital no segundo semestre.

Douglas veio junto com Alessandro, ambos do Bangu, trazidos pelas mãos
do Pitta. Chegou a fazer uma ou duas boas apresentações no Estadual,
enquanto que Alessandro explodiu ainda em 2000.

Veio Mário Sérgio para o Brasileirão, e no esquema 3-5-2, só havia lugar para o Adriano, Kleberson e mais um único primeiro volante, que foi Cocito. Semanas depois, Mário Sérgio saiu. Falou que a “barca” ia
afundar o elenco atleticano, e Douglas foi eleito o bode expiatório.

Esta série de eventos negativos envolvendo o jogador me fizeram desconfiado com a sua participação no time titular. Daí veio uma boa apresentação no jogo contra o Vitória, em que ficamos com um a menos.

Mais uma boa apresentação contra o Palmeiras, na Baixada.
Contra o Corinthians, no Pacaembu, ajudou a fechar o meio-campo na
marcação, dando o segundo combate com muita tranquilidade e demonstrando um grande entrosamento com Cocito.

No jogo contra o Botafogo, discreto porém eficiente. Mas, perdeu a linha no jogo contra o Santos, sendo expulso com duas jogadas violentas no meio campo. No jogo contra o Flamengo, o meio campo sentiu sua falta. Alan Bahia pode vir a ser um futuro Cocito, mas não tem cacoete para segundo volante.

O meio-campo com Cocito e Douglas, pelo menos em quatro partidas
seguidas, mostrou ser eficiente e aplicado, permitindo que Adriano e
Kleberson tenham tranquilidade e desenvoltura descomprometida para
armar/atacar e espalhar o terror nas zagas adversárias. Cocito e Douglas carregam o piano com cuidado. Não deixam perder a
afinação e não permitem que o verniz seja arranhado.

Adriano, sempre inspirado, tira lindas melodias em ritmo ora alucinante, ora mais cadenciado. Embora seja notório que prefere a alta velocidade. Kleberson, como bom maestro, dita o que deve ser tocado. Neste sábado, contra o Paraná Clube, Douglas poderá estar ratificando minha análise, ou então queimando minha língua. Quero acreditar na primeira hipótese.

Preto é um grande jogador. Foi Bola de Prata em 2001, desbancando
inclusive Gilberto Silva. Deve ficar à disposição de Espinosa dentro de 10 a 15 dias. Se Preto vai ser titular, eu não sei. Douglas tem agradado muito a Espinosa. Mas qualquer um dos dois que for titular, vai ter uma sombra de respeito no banco.

Quem ganha com isso, é o Atlético.



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