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17 set 2002 - 17h54

Os feitos do presente, as glórias do passado

Morando em Campinas, SP, local em que a ideologia bairrista do eixo normalmente ofusca o que existe e acontece fora dali, já foi possível encontrar pessoas que conheciam melhor os elencos dos times segunda divisão paulista do que os jogadores do Atlético. Na realidade, isso sempre foi motivo de irritação para a gente que há tempos tentamos colocar o Furacão junto aos grandes do futebol brasileiro.

Acontece que, se o bairrismo existe, também existe algum motivo para isso. Tradicionalmente os clubes de São Paulo e do Rio de Janeiro sempre foram os melhores do país, seguidos pelos clubes mineiros e gaúchos e, apenas num terceiro escalão se encontrava os paranaenses, juntamente com os pernambucanos e os baianos. Romper uma ideologia tão forte historicamente não é uma tarefa fácil. Não bastou o Coritiba, por exemplo, ganhar um campeonato brasileiro para ser considerado grande.

Há um ano, quando o Atlético vinha de algumas boas partidas pelo Campeonato Brasileiro, fiz um comentário entre amigos são-paulinos, corintianos e santistas de que o Furacão tinha time para disputar o título. Meu comentário não só não foi levado a sério, como foi retrucado por um corintiano: “O Atlético é que nem a Ponte, o Goiás… pode até estar bem, mas chega perto de decidir, morre na praia”. No fim do ano, todas as fichas eram apostadas no Fluminense, no São Paulo… o próprio São Caetano, o outro clube que vem chamando atenção há algum tempo, foi considerado “superior” ao Atlético.

Despeito? Não, simplesmente desconhecimento. Quem acompanhou o São Caetano o ano todo, todas as transações comercias, todos os jogos, seu futebol, não tinha porque duvidar que o clube estava realmente no lugar em que merecia. Agora, se considerarmos que os jogos do Atlético muito raramente são passados para RJ e SP, se considerarmos que, em rede nacional, as notícias do Atlético nunca foram ressaltadas, e, por fim, se considerarmos que há tempos a única informação que o eixo dava sobre o Atlético eram seus resultados, secos, e sua colocação na tabela, parece fazer sentido, então, ter-se encarado o Furacão com uma zebra por tanto tempo. Um exemplo disso foi a exaltação de Alex Mineiro na imprensa (que só viu os últimos jogos do time, em que ele foi realmente brilhante) e o descaso com Kleberson, que jogos bem o ano todo. Hoje, quando o Kleberson enfim foi notado, é difícil não considerá-lo um craque.

Hoje o Furacão é comentado em todos os bons jornais esportivos, seja daqui de SP, seja do RS ou do RJ. Até o próprio apelido “Furacão” é uma referência. Meu antigo e-mail da Furacao.com era associado com um grupo de funk. Hoje, é a imprensa esportiva nacional que adotou o apelido. Outra mudança se deu com o próprio nome do clube. O Atlético já tem sua identidade, e não é mais um qualquer “Atlético do Paraná” como há tantos “Corinthians de Piauí” e “Fluminenses da Bahia”. Hoje (na BOA imprensa esportiva) há o Atlético Paranaense e o Atlético Mineiro, o Furacão e o Galo.

Nada de Atlético do Paraná e Atlético. Nossos jogadores já se tornam referência nacional e internacional sem precisarem passar por nenhum clube do Eixo. Claro que isso ainda é o começo, mas já é um GRANDE começo.

A última: entre os entendedores de futebol, quando saio por aqui com a camisa do Atlético não me perguntam mais se eu sou flamenguista. Do jeito que as coisas andam, um dia ainda irão perguntar a um flamenguista se a sua camisa é do Furacão!



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