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8 out 2002 - 10h01

Revelações

O destino realmente é incrível. O Atlético jogou desfalcado contra o
Goiás, não jogou um bom futebol, perdeu gols por excesso de preciosismo, mas deixou em Goiânia uma marca inesperada. Uma barreira, ou melhor, uma muralha, melhor ainda, Cléber com “C” para surpresa de todos nós. Quem diria? Nem conhecíamos o nosso suplente de goleiros. Lá estava Cléber, com determinação, segurança e equilíbrio, como se estivesse atuando há tempos no furacão.

Cléber foi realmente um gigante no arco. É de longe muito mais goleiro do que Adriano, não desmerecendo Basso. Onde está a diferença? Será que Cléber entrou para realmente impressionar (e conseguiu!), ou a profissão de goleiro está no sangue? Ou mostrou amor à camisa e ao Atlético acima de tudo? São perguntas que me perseguem desde o sábado e que não sei se terei resposta tão cedo, tendo em vista que Adriano está voltando, e Cléber voltará ao banco de suplentes. Que injustiça!!! O importante é que a atuação de Cléber aliviou uma grande massa de atleticanos, que pode ficar tranqüila, pois o clube está bem servido de goleiros.

Por uma questão de princípios Cléber não será titular, pelo menos neste momento, mas que não dá pra entender, não dá. Ele é bom, aliás, ele é ótimo e deve atuar. Posso até estar sendo precipitado, mas um mal que
assola o meu time do coração é que temos que conhecer bem as coisas
negativas para pensar em uma mudança. Assim acontece com técnicos,
atacantes e laterais.

O que há de tão burocrático dentro de um profissionalismo e uma
performance óbvia?

Sem dúvida, em Goiás, o Atlético conseguiu muito mais do que um simples empate. Voltou com um ponto, nenhum gol e nenhuma dúvida de quem é o melhor dos arcos rubro-negros. Obrigado por tudo, Flávio !!!



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