8 nov 2002 - 10h32

Conhecendo o adversário

A história do Cruzeiro se confunde com a história de Belo Horizonte. Os mesmos italianos que fundaram o clube em 1921 são filhos dos italianos contratados pelo governo mineiro para a construção da cidade em 1894. Motivados pelo surgimento do Palestra Itália, em São Paulo (atual Palmeiras), resolveram no natal de 1920 fundar um clube com as mesmas características. Assim, em 2 de janeiro de 1921, numa reunião na Casa d’Itália, na rua Tamóios, foi fundada a Societá Sportiva Palestra Itália com o mesmo nome e os estatutos do clube paulista.

Em janeiro de 1942, o Brasil entrou na 2ª Guerra Mundial e um Decreto Lei Federal impediu o uso de termos das nações inimigas em entidades, instituições, estabelecimentos, etc. Com isso, o nome Itália foi retirado e o clube levou 10 meses para decidir um novo nome. A idéia, desde o princípio, era que fosse totalmente brasileiro. Então, na assembléia geral de 7 de outubro de 1942, ficou definido que o então Palestra Itália de Minas Gerais, passaria a se chamar CRUZEIRO ESPORTE CLUBE e carregaria na camisa o maior símbolo da pátria, a constelação do Cruzeiro do Sul, presente na letra do hino nacional, nas armas da república e nos uniformes da Seleção Brasileira.

Se o Cruzeiro já era uma grande força do futebol mineiro antes do Mineirão, a partir da inauguração do estádio na Pampulha, em 1965, o clube se transformou em uma força nacional e ficou conhecido por todo o país. Se antes havia ganho 3 Copa Minas Gerais e 12 estaduais, após a inauguração do Estádio, conquistou 18 Campeonatos Mineiros, 1 Copa Centro Oeste, 2 Sul Minas e os títulos mais importantes da história cruzeirense : a Copa Libertadores da América em 1976 e 1997.

O apelido Raposa, remota da década de 40, quando o jornal Folha de Minas, de Belo Horizonte resolveu criar alguns mascotes para os clubes de futebol de Belo Horizonte. O desenhista Mangabeira influenciado por Walt Disney, resolveu criar bichos para cada clube. Para o Atlético, o Galo, por causa do uniforme listrado alvinegro, parecido com o galo carijó. Para o América, o Coelho por causa dos diretores do clube que tinham este sobrenome. Para o Cruzeiro, a Raposa, pois havia vários jogadores do elenco de juvenis da tradicional família Volpini, que em italiano, significa Raposa.

Reportagem : Juarez Villela Filho, com colaboração de www.almanaquedocruzeiro.com.br



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