30 dez 2002 - 22h49

Opinião: “nas mãos de um homem”

Está parecendo uma grande piada, ou até mesmo uma grande falta de respeito com
a nação atleticana, que é muito fiel ao furacão, paga caro o ingresso para ver
o Atlético em campo, sofre, xinga, vibra e vê no rubro-negro um grande motivo
de alegria. Atleticanos, cuidado! Estão querendo acabar com a nossa alegria e
as nossas inspirações. Estão mexendo com o nosso sistema nervoso sem dó nem
piedade. O que está acontecendo com o Atlético é que um homem está fazendo o
que bem entende no poder do clube, não se importando com críticas ou desabafos,
a não ser que as mesmas críticas reflitam no cenário milionário do futebol e
mexa em seu bolso.

Não estou escrevendo em forma de desabafo, mas como uma forma de expressar a
minha grande raiva. Não é porque estivemos no auge do futebol brasileiro e nem
porque ganhamos uma Arena, com a qual tanto sonhamos, que temos que agüentar
desaforos e faltas de compromisso. Estamos vendo no clube o outro lado da
moeda, o mesmo homem que teve o poder de mudar a história do Atlético também
está provando que possui um poder ainda maior: o de destruir a paixão de um
povo. O que é isto diretoria, nós não somos bonecos mecânicos que concordam com
tudo e nem somos tolos ao ponto de aceitar ofensas como a contratação deste
técnico chamado Heriberto da Cunha.

Não adianta ficarmos comemorando títulos em praça pública enquanto um homem
manipula o clube por trás e como num golpe de mestre nos apunhala pelas costas.
Sinceramente, não sei mais em quem acreditar, aliás, nem sei se acredito em
alguma coisa ainda. E me vem o Sr. Augusto Mafuz dizendo que o ano de 2002 foi
maravilhoso para o futebol paranaense. Mafuz, fala sério!

Voltei do litoral hoje e trago a triste notícia de que o litoral paranaense
está colorido de verde e branco, e os atleticanos prevendo mais um desastre
para 2003. Que tristeza me invade.

Não é porque “ele” mudou o rumo do clube desde 1995 que nós vamos ficar
calados. Se estivesse com alguma boa intenção, já estariam de volta Zimermann,
Adur e Fornéa, homens que merecem todo e qualquer respeito do torcedor
atleticano. Não voltam, porque o nosso presidente só aceita o primeiro dos
três. Estaríamos também com contratações decentes, e não dando tiros no escuro.
O que há por trás da grande massa de dinheiro investida pelos grandes
atleticanos. O que há por trás do grande cofre que comanda e ordena o futebol
do Atlético atualmente. Com certeza vai muito além dos R$ 15,00 do ingresso.

Palhaçada.

A Diretoria manda e administra o Clube, mas não os nossos sentimentos. Somos
atleticanos apaixonados e merecemos respeito e explicações. Quem se emociona
com o Furacão, sabe muito bem do que estou falando e como estou me sentindo,
como milhares de atleticanos.

Neste momento, faço meu último pedido do ano: que eu queime a minha língua, e
que esta seja a minha opinião mais furada de 2002. A sorte está lançada, mais
uma vez.

Rogério Andrade
colunas @furacao.com



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