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19 abr 2003 - 8h37

O Distanciamento

Com todo o respeito que a nação rubro-negra merece, peço permissão para, novamente, fazer uso desse espaço democrático para denunciar o distanciamento que está existindo entre o elenco, diretoria e torcida e que está, na minha modesta opinião, prejudicando nosso amado Furacão.

Já faz tempo, desde o jogo contra o Internacional no Brasileiro do ano passado, que o distanciamento, que não era palpável, tornou-se concreto, físico. Refiro-me à corda colocada entre o último degrau da arquibancada e o alambrado do campo, “Alambra”, para os mais íntimos.

Tal providência, tomada não devido ao comportamento da torcida, mas por conta da incompetência do time ano passado, visou, a princípio, distanciar a comissão técnica e os jogadores das críticas mais veementes (e, diga-se de passagem, justas) à campanha que vínhamos realizando no ano seguinte ao título brasileiro.

Porém, tal medida também distanciou os mesmos que foram “protegidos” por ela, do calor e apoio incondicional dos torcedores e que, invariavelmente, eram, jogo a jogo, os mesmos ali no “Alambra” e que se divertiam, no intervalo dos jogos, tentando acertar seus copos de cerveja vazios em pé, nos buracos da redinha que protege o fosso.

Tal distanciamento revelou-se ainda mais cruel e forte no jogo de sábado, contra o Atlético/MG. O lateral Alessandro (que, aliás, não vem jogando nada) irritou-se com uma crítica justíssima ao seu mau futebol, virou-se para a torcida, xingou o torcedor que o houvera criticado, fazendo, inclusive, gestos obscenos. Enquanto isto, o jogo corria, e o Galo armava mais um contra-ataque, iniciado pela falha do lateral.

Ora, a par da unânime idéia de que o jogador precisa ter equilíbrio para que não deixe se importunar pelo torcedor apaixonado, que na maioria das vezes tem razão, não podemos nos furtar de identificar a distância que nos separa do elenco atleticano.

Não temos mais, à exceção incontestável de Adriano, um ídolo que inflame a torcida e que se identifique com ela. Ainda, a postura da diretoria em permitir que se perdure o cordão de isolamento entre a arquibancada e o “Alambra” é apenas reflexo da atual conjuntura e agrava ainda mais esta situação. Ora, o ser humano não aceita ser separado daquilo que ama e nós, torcedores rubro-negros, fanáticos pelo nosso time e pelo ícone que foi o “Alambra” na conquista de 2001, estamos sentido falta de jogarmos mais junto com o time e de estarmos mais próximos de nosso amor incondicional.

Ainda, o distanciamento também se verifica em outras atitudes, como por exemplo, a escolha de somente três jogadores, por jogo, para dar entrevistas, na forma de coletiva, distanciando o torcedor das informações e opiniões diretas de nossos jogadores.

Por isto, peço desculpas pelo alongamento do texto e pelo tom nostálgico do mesmo. Mas, creio e espero que nosso time se fortaleça, que nossa diretoria reveja seus pontos de vista e traga de novo, para perto de nós, o nosso objeto de paixão e amor inacabável.

Para que possamos ser fortes de novo, que nos devolvam, como prova de que somos improtantes e precisamos (e devemos) ajudar nosso Furacão, o símbolo de nossa aproximação: o “Alambra”.

Saudações rubro-negras



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