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30 abr 2003 - 0h01

Devemos ser inteligentes

O clima era de decisão. Havia uma tensão no ar que podia ser observada na expressão de todos. Muitos cobravam desempenho do time, outros demonstravam confiança…Mas a maioria transparecia insegurança.

Como de costume fui ao meu lugar, próximo ao alambrado. Perto de mim senta-se uma senhora com dois jovens, que mais tarde, percebo serem seus filhos. Ela parece muito nervosa. Leva as mãos em prece, o que me levou a crer que estivesse orando.

Outro grupo se aproxima. Vejo um homem de meia idade com a bandeira do Atlético sobre os ombros, pendendo como se fosse um xale. Este homem e seu pequeno grupo começam a esbravejar, xingando jogadores, comissão técnica, diretoria, acho que até o massagista. Fazem isto antes do jogo iniciar, antes até da entrada dos jogadores em campo. O grupo se dispersa, mas continua com seus impropérios.

O jogo começa e vejo um time com garra. Domina, pressiona, cria oportunidades… mas… a bola não entra. A senhora próxima a mim, cada vez mais nervosa, fecha os olhos, grita, torce, realmente sofre.

A tensão aumenta cada vez mais. Levamos o primeiro gol. Depois o segundo. A torcida não mais apóia o time. Percebo lágrimas na senhora ao meu lado.

O grupo que antes do jogo já estava xingando, parte para ofensas pessoais a todo o time. No intervalo, continua com o jogral, que deve ter sido bem ensaiado. Alguém reclama. O grupo não gosta e tem início um bate-boca.

Pelo rádio ouço o comentarista esportivo dizer, na sua avaliação, que o time estava muito mal. Todos jogavam mal. Todos falhavam. Avalia venenosamente o goleiro. Fico indignada, pois não condiz com o que eu havia visto. Imagino que as pessoas que ouvem e não assistem os jogos, são inúmeras vezes, enganadas com opiniões pessoais, motivadas por quaisquer aspectos, menos os de ética e profissionalismo.

O jogo recomeça. O time se perde com a pressão. A senhora ao meu lado se encolhe. O grupo do xingamento, parece estrategicamente dispersado. Demonstra até felicidade com a situação. Mas então, reaparece a raça e o desejo de superação. O time se encontra e reage. A pressão dá lugar ao incentivo e com ele surge a confiança que resulta nos gols da virada.

A senhora que antes se encolhia, agora vibra, grita e torce. Lava a alma.

O grupo antes bem animado, agora não xinga mais. Mas também não torce. Quando o Atlético faz o terceiro gol, aquele mesmo homem que estava enrolado com a bandeira, se desfaz dela amassando-a e colocando-a em baixo do braço. Vai se dirigindo calmamente até a saída. Acompanho-o com o olhar. Fico sem entender. No momento em que a bandeira deveria estar tremulando, no momento em que se deveria vibrar… ele simplesmente deixa o estádio. Percebo que seus companheiros também já não estão mais lá.

No final foi só alegria. A senhora abraça os filhos e aplaude o time. A torcida, a verdadeira torcida, reconhece o desempenho dos atletas. Adriano e o goleiro Diego retribuem lançando suas camisetas. Bonito gesto! É de ídolos como eles que o Atlético precisa.

Faço minha análise enquanto vou saindo do estádio. Percebo que existem falsos atleticanos. Chego a conclusão que alguns comparecem ao estádio apenas para instigar. Ouso até a dizer que são torcedores dos times rivais infiltrados. Concluo também, que o verdadeiro atleticano deve ser inteligente o suficiente para identificar estes elementos. O verdadeiro atleticano deve também, rechaçar comentários venenosos de alguns elementos da imprensa que, como formadores de opinião, deveriam ter mais responsabilidade e não utilizar suas atividades profissionais como meio de descarga de seus recalques pessoais.

Todo atleticano verdadeiro não deve se deixar ludibriar por campanhas abertamente contrárias a atletas que representam o nosso Atlético. Campanhas estas, que parecem ser promovidas por “saudosas viúvas de maridos vivos” (para ser mais clara de Flávio). Vamos deixar que os atletas que defendem o rubro-negro e que aqui chegaram neste ano (como por exemplo o Diego, dentre outros) possam crescer e se desenvolver.



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