5 maio 2003 - 19h32

Washington a caminho da Baixada

Desde que Kléber e Alex Mineiro partiram para o México, no final de 2002, o Atlético não conta com um centroavante, um goleador nato. Dagoberto e Ilan, seus substitutos, são jogadores de qualidades notáveis. O primeiro é uma das principais revelações do Furacão nos últimos anos e titular da Seleção Brasileira Sub-20. Já Ilan é um dos atacante mais habilidosos do futebol brasileiro e marcou gols importantes, como o primeiro na final do Brasileiro de 2001 contra o São Caetano.

Apesar disso, nem Ilan nem Dagoberto têm características de um autêntico camisa 9. Durante quatro meses, a torcida percebeu que o Atlético havia perdido a referência na área. As boas jogadas continuavam a ser feitas, mas faltava um atacante que estivesse sempre presente e, com senso de oportunismo, fizesse os gols de que o time precisa para conquistar as vitórias.


Washington vibra depois de marcar um gol pela Seleção.

Não foi só a torcida quem notou essa carência. O técnico Oswaldo Alvarez apelou e foi ouvido pela diretoria. Nesta terça-feira, desembarcará em Curitiba o atacante Washington Stecanela Cerqueira, de 28 anos. Ele fará testes e deverá assinar contrato com o clube ainda nesta semana.

Washington nasceu em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, mas começou sua carreira no Brasília. Depois, retornou à cidade natal para defender o Caxias. Vestindo a camisa grená, tornou-se ídolo da torcida e maior artilheiro da equipe, batendo o recorde que pertencia a Bebeto desde a década de 70.

Com o destaque obtido no Caxias, teve chances na dupla Gre-Nal, mas não conseguiu se firmar. Só voltou a obter sucesso em 99, quando foi emprestado ao Paraná Clube. Brilhou também com a camisa da Ponte Preta, clube onde viveu sua melhor fase e onde foi dirigido por Oswaldo Alvarez.

Em 2001, foi convocado para a Seleção Brasileira por Emerson Leão. Disputou a Copa das Confederações juntamente com o volante Leomar, que voltará a ser seu companheiro no Furacão. Sua qualidade fez com que voltasse a ser chamado para a Seleção também em 2002, por Luiz Felipe Scolari. Desta vez, foi colega de Kleberson.

No ano passado, a Ponte finalmente aceitou se defazer de seu maior ídolo e Washington foi negociado com o Fenerbahçe, da Turquia. Pelo clube turco, marcou muitos gols e também caiu nas graças da torcida. Com contrato até 2005, sua relação com a diretoria do Fenerbahçe começou a se deteriorar no final do ano passado, quando o atacante voltou a apresentar problemas cardíacos.

Washington foi operado e passou os primeiros meses deste ano em recuperação. No início de abril, a direção o procurou para acertar a redução de seu salário. Insatisfeito com o tratamento recebido, ele resolveu retornar ao Brasil. O Palmeiras também pretendia sua contratação, mas seu procurador Gilmar Rinaldi deu preferência ao Atlético.

Os problemas cardíacos de Washington são decorrentes do diabetes, que ele é portador desde os 6 anos. Ele garante que isso não atrapalha sua carreira. As aplicações de insulina são feitas pelo próprio Washington e há um acompanhamento médico constante. Ao menos os números do artilheiro mostram que, de fato, não houve qualquer interferência negativa em seu desempenho.



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