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8 maio 2003 - 10h30

É lastimável

Decidi escrever neste espaço tão democrático, pois estou certo de que meu texto será publicado. Já tentei manifestar-me através de outros canais, mas, infelizmente, não obtive êxito.

Sou funcionário público aposentado e adotei Curitiba como minha cidade há mais de quinze anos. Aqui terminei de criar meus filhos e me estabeleci, não só pela beleza da cidade, mas, principalmente, pela qualidade de vida que ela oferece.

Sempre gostei de futebol. Devido a minha profissão, já residi em muitos outros lugares. Por isso não tenho um time de coração. Mas tenho sim, várias preferências. Tenho orgulho do futebol paranaense, em especial, o futebol de Curitiba, já que possui três grandes representantes no Campeonato Brasileiro da Série A.

Devido as minhas andanças acompanhei a trajetória de muitos jogadores. Vi que alguns alcançaram a fama em pouco tempo e se consolidaram. Vi muitos outros não terem tanta sorte assim. Costumo ler tudo o que há sobre futebol. Sintonizo emissoras de outras localidades. Acompanho notícias pela televisão e pela internet.

Enfim: não sou um grande torcedor de algum clube em especial, mas sou um apaixonado por futebol.

E é por ser este apaixonado por futebol que resolvi deixar aqui meu total repúdio às atitudes de alguns veículos e profissionais da imprensa curitibana.

Em nenhum outro lugar que residi presenciei atitudes tão antiéticas, rotuladas como “críticas”, mas que atacam a pessoa do profissional do futebol, sua honra e seus sentimentos. Por crítica temos a definição: examinar algo ou alguém para salientar-lhe as qualidades e/ou defeitos. Mas o que ocorre é o simples “falar mal de…”. Em nenhum outro lugar que morei pude ver os clubes locais e seus atletas serem tão malhados e até ofendidos pela própria imprensa como acontece aqui em Curitiba.

Comentários tecidos sobre o Kléberson do Atlético Paranaense são dignos de processo. Por pior que seja a fase que o jogador está passando, ele tem sua trajetória e por ela, deve ser respeitado. Ouvi a seguinte frase:”O Ilan é a maior fraude do futebol paranaense”, referindo- se também ao atleta do Atlético Paranaense. O mesmo comentarista, na semana seguinte, exaltou as qualidades do Ilan, mas finalizou que “fazer gols não prova nada”.

Cito o atleta Fabrício do Coritiba que, se der créditos aos comentários tecidos a seu respeito, abandonará o futebol em breve. O goleiro Flávio, do Paraná, é chamado por muitos de “peito de mola”. E todos sabem e reconhecem o trabalho do Flávio. Falo também sobre o presidente do Atlético Paranaense, senhor Petraglia. Só quem conhece a estrutura dos clubes de futebol da Europa é que pode avaliar o trabalho que está sendo feito no Atlético Paranaense. Mas para muitos que se dizem entendidos em futebol, isto não significa nada. O que vale é falar mal.

Vi uma emissora de televisão apresentar uma entrevista exclusiva com o goleiro Diego do Atlético Paranaense, onde ele falava sobre a bola e seus efeitos. Fiquei sabendo por meus contatos, que o jogador nem ficou sabendo que estava sendo gravado e que iria ao ar. Ao final da entrevista, o “sábio” comentarista proclamou que eram apenas desculpas, que esta nova bola não afetava a vida dos goleiros e que era um problema pessoal e único do atleta. Várias matérias já foram feitas com outros goleiros e todos foram unânimes na avaliação da nova bola: torna as defesas mais difíceis. Mas isto o “sábio” comentarista não sabia ou preferiu não dizer, e sem ter maiores conhecimentos, fez uma crítica pelo simples prazer de “falar mal” do atleta. Aliás, este jovem atleta, melhor goleiro de 2002, é um grande ídolo no Rio Grande do Sul.

Mas, em Curitiba, tem sido alvo de uma verdadeira perseguição. A última foi ao ar num programa de televisão onde aparecem três patetas dirigidos por um apresentador com tamanha dificuldade de articulação ao falar, que é necessário um esforço muito grande para poder compreendê-lo. Fizeram uma “brincadeirinha”. Pediram que o goleiro Diego autografasse uma bola que seria dada ao Alex do Cruzeiro. Isso logo após a partida! Isso logo após o goleiro ter sofrido cinco gols, e, diga-se de passagem, todos sem chance de defesa. Foi lastimável a “brincadeira”. Profissionais de respeito não deveriam se deixar dominar por sentimentos como a inveja. Por que o que foi feito, só pode ser explicado através da perseguição invejosa.

E assim, eu poderia citar muitas outras situações.

Repudio esta imprensa e estes sujeitos que se intitula profissionais, mas que usam artifícios, criam situações e principalmente, usam seu espaço para denegrir atletas, clubes e suas diretorias.

É inadmissível que Curitiba, com estrutura de igual qualidade às cidades de primeiro mundo, tenha uma imprensa ligada ao futebol tão atrasada, tão obsoleta, tão retrógrada e, em muitas situações, tão vil.

As críticas devem ser feitas. Os erros devem ser apontados. Mas acima de tudo deve existir o respeito. E isso não é o que acontece.

Nós curitibanos, seja de berço ou de coração, mereceríamos coisa muito melhor!



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