3 jul 2003 - 9h44

Opinião: “Será que ele assistiu?”

Sou um dos que acha que a figura do treinador de futebol está sendo superestimada hoje em dia. Mesmo que o sustento de minha família tenha sido, durante muitos anos, em virtude do suor deste trabalho de meu pai. Mas não há como se negar a importância de um bom treinador.

Ontem, na final da Copa Libertadores, isso ficou bastante claro. Longe de querer duvidar da capacidade de Leão, mas Carlos Bianchi deu uma aula. Se pegarmos jogador por jogador dos dois elencos, deve dar Santos por uns 7 X 4, isso porque Elano não pôde jogar. A diferença de individualidades esvai-se pelo poder tático que Bianchi imputa a seus comandados. Um time que se mexe em campo, dando a cada jogador que estiver com a bola, no mínimo a opção de mais três companheiros para o passe.

Uma equipe tão disciplinada taticamente, que mantém no mínimo, cinco jogadores atrás da linha da bola em qualquer quadrante do campo. Um time que evitou cruzamentos na área, matando a origem da jogada, as laterais. Um treinador que foi capaz de posicionar sua dupla de zaga e de volantes, alternando-se frente à área, evitando a entrada dos avantes santistas.

Enfim, uma gama de observações táticas, que espero tenham sido assistidas pelo nosso humilde e modesto treinador Vadão. Vadão, que coloca Rodriguinho e tira alguém, ou tira qualquer um e põe Rodriguinho. Vadão, que insistiu durante meses em tentar Fabrício, ou que prefere insistir em Selmir, em detrimento de ao menos dar chance ao Lê.

Aliás, é o mesmo Vadão que em 99, cuja variação tática era tirar Luisinho Netto e colocar Vanin, ou vice-versa!

Juarez Villela Filho
Colunista da Furacao.com
colunas@furacao.com

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