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20 set 2003 - 8h49

Especialistas, Técnicos e Treinadores

Finalmente, depois de quase uma semana, está passando a ressaca do jogo contra o Cruzeiro. Em que pese a influência que o senhor juiz teve no jogo, não vi o Atlético capaz de recriar-se, atuando como atuou antes do primeiro gol do Cruzeiro. Depois então da expulsão do Tiago, o time ficou completamente perdido em campo. O Maurinho pela esquerda fazia o que queria, junto com o Alex, este sem nenhuma marcação especial. Essa foi minha visão.

A questão da influência dos árbitros mal preparados no futebol é coisa antiga e não creio que adiante mais uma reclamação ou minha indignação. Alguém tem dúvida de que o juiz agiu de má-fé? E, plagiando os comentaristas do programa Mesa Redonda, de domingo passado (14/09), acredito que vamos sofrer mais ainda com os “erros” cometidos pelos árbitros até o final do campeonato.

Mais a questão central é: não devia o Atlético estar preparado para essa incorreção e atuar condignamente? Tive a oportunidade de ver pela TV o jogo Santa Cruz e Ceará, pela série B do nacional, na terça passada (16/09). O Jogo foi em Recife, ou seja, na casa do Santa Cruz. Aos três minutos do primeiro tempo, o juiz expulsou um sujeito do Santa Cruz (só que ele mereceu). Como se não bastasse, um dos auxiliares anulou um gol legítimo do mesmo Santa Cruz. Logo sai o gol do Ceará. Trágico, não? Só que em nenhum momento o time do Santa Cruz se desesperou, partindo todo para o ataque ou agredindo jogadores do outro time. Pois eles reagiram e conseguiram virar o jogo, vencendo por 2×1.

Não quero comparar Santa Cruz e Ceará a Atlético e Cruzeiro, nem as questões da arbitragem dos dois jogos. Quero sim comparar a postura dos jogadores quando expostos a uma influência “negativa” do juiz. O Time do Santa Cruz comportou-se como uma equipe, buscando, de forma conjunta, a superação. O Técnico do Santa Cruz (um tal de Péricles Chamusca) corrigiu o time durante o jogo e, é claro, houve superação por parte dos jogadores. Só para pensar: alguém conhece algum jogador do Santa Cruz?

Vamos voltar ao Atlético. Na qualidade técnica atual do campeonato brasileiro, temos um jogador fora de série, que é o Dagoberto; um jogador acima da média, que é o Adriano e dois jogadores bons, o Ilan e o Alex Mineiro. Ah! Claro que temos o Diego. Para mim o destaque do Diego é a personalidade, além de um bom futebol, coisa que pode transforma-lo num ídolo, como o foram o Roberto Costa, Ricardo Pinto e, é claro, nosso Caju. O que mais temos? Voltemos a nos comparar com o Goiás: fora o Dimba e o Grafiti (famoso agora pelas questões extra-campo), qual jogador vocês conhecem do Goiás. E o Técnico? Ah, esse já é um pouco mais conhecido. Quando o Cuca veio para o Paraná Clube eu brinquei com meus amigos paranistas dizendo que o Paraná Clube iria virar o Sítio do Pica Pau Amarelo, afinal Cuca eles já tinham. Faltava só o saci, o quindim, o visconde…Pois afinal eu não conhecia o Cuca como Técnico de futebol. Após a triste campanha paranista no brasileiro do ano passado e a ridícula participação no também ridículo campeonato paranaense desse ano, não tive dúvidas: no bolão que fizemos taquei Santos 4×0 no primeiro jogo. Acabei me surpreendendo. Por muito azar o Paranito não ganhou o jogo, lá na Vila Belmiro. Será que houve algo com o Paraná Clube? Para minha tristeza, houve sim, e descobri no próximo jogo: Paraná 3×0 no Furacão. E daí pra frente, o time do Cuca realizou ótimas partidas, como pudemos acompanhar.

Por motivos extra-campo, o Cuca pegou o seu boné e foi assumir o Goiás, o último colocado, o lanterna verde, a vergonha do nacional de 2003. O que é que o Cuca tem na cabeça? Agora ele está nos mostrando. Há 15 jogos não perde e já passou o Furacão na tabela. O que houve com o Paranito? Desde sua saída tem dificuldades para reencontrar o futebol que já mostrou nesse mesmo campeonato. Então, o que o Cuca tem na cabeça? Futebol.

Dizem que existem os especialistas do futebol, citando entre eles o nosso técnico, Mário Sérgio, e o atual técnico da seleção, o Parreira. Dizem que existe os Técnicos, que são estudiosos e inovam ou inovaram, como o Cláudio Coutinho e o Lazaroni. E dizem que existe o Treinador, aquele que conhece o futebol da vivência, pode não ter muita teoria, mas sabe que, na prática, a teoria é outra. Pra mim o Felipão é o maior exemplo desse tipo. O Cuca está por aí, também. Ou seja: para determinadas equipes (conjunto de jogadores), o necessário é um treinador que saiba reconhecer o que cada tem para dar pela equipe, reunir os pontos fortes, saber o que cada um tem que fazer e saber passar essa necessidade para o time, sem muita teoria. Um especialista ou um estudioso pode ser completamente inapto para fazer isso quando a equipe for composta, em sua maioria, de jogadores medianos. E essa é nossa realidade atual.

Quem sou eu para questionar a competência dos profissionais envolvidos, a única coisa que gostaria é de não passar vergonha em minha própria casa, perdendo de goleada, sendo que meu time parece um Frankstein, com jogadores improvisados e desesperados para jogar uma partida razoável.



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