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25 out 2003 - 9h28

Que fase!

Um dos anos mais sofridos da história recente do Atlético está chegando ao fim. Mais algumas rodadas e o tormento acaba. Não acredito, sinceramente, que penaremos em 2004 em uma segunda divisão. Nosso time é irregular, mas temos bons valores individuais que podem segurar as pontas até a última rodada. Mas quando o tormento acabar, atitudes fortes devem ser tomadas. Como algumas dispensas de jogadores que não se encaixaram no perfil do nosso time.

Espero que neste momento, presidente, diretores e conselheiros já estejam traçando as metas para o próximo ano. O tal do planejamento. Se tivessemos um diretor de futebol competente, essa pessoa já estaria, por dever do cargo, fazendo isso. Essa pessoa deveria ser alguém de vulto, que entenda o futebol dentro e fora de campo. E, principalmente, que entenda de Atlético. Barcímio Sicupira seria o ideal. Ex-ídolo, maior artilheiro do CAP na história e comentarista esportivo, Sicupira conhece o Atlético como a palma da mão. É articulado e de personalidade forte. O ideal para estar ao lado de Mário Sérgio, somando com ele em raciocínio para fazer o Atlético ideal.

Não acho que é hora para revoluções, fortes emoções, embates. É hora de se colocar no papel as reais necessidades do time para 2004. É hora de grandes atleticanos, como Sicupira (que alguns poucos dizem, sem fundamento, que é paranista), unirem-se para fazermos um grande 2004, sem rachas.

O time que está jogando, tem o seu maior problema do meio para trás. O time é metade bom e metade ruim. Discordo quando dizem que o time é fraco. O time é, na verdade, incompleto. A parte boa dele é Diego, Michel, Daniel, Fernandinho, Jadson, Dagoberto, Alex e Adriano. Este último, está em má fase pela carência de um Kléberson ao seu lado. Quem já teve Kelly e Kleberson ao lado, não vai produzir o mesmo com um Luciano Santos.

O resto do time é composto por jogadores desmotivados, medianos ou ruins mesmo. Igor, Tiago, Luciano Santos e Ricardinho são ruins, Alan é mediano, Rogério e Alessandro são desmotivados e precisam mudar de time. Ilan é um caso a parte. É excelente num jogo e um desastre em uns três. Na média, é um bom jogador. Mas não para um Atlético Paranaense.

Vamos sobreviver na série “A”. Não é ilusão. Há times horrendos na fila do rebaixamento. Não é o nosso caso. Agora no final, a gente vai no “vamo-que-vamo”, junto ao talento de Dagoberto, Jádson, Fernandinho e Alex. Ainda teremos confrontos diretos com Bahia e Paysandu e alguns jogos “ganháveis” em casa.

Vemos nos jogos, com exceção do Ilan, que todos correm e lutam. O problema é a falta de qualidade total. Pontos bobos, jogos quase ganhos, foram perdidos ao longo do campeonato devido ao time ser incompleto. Por isso nós conseguimos resultados que são quase sempre um “quase”. “Jogamos bem mas não ganhamos”, “Perdemos por detalhe”, “Levamos o gol por falha da defesa”, foram algumas das desculpas dadas. E elas têm um fundo de verdade. Mas um fato realmente nos tirou 3 pontos: se não fosse uma meia dúzia de idiotas que atiraram copos e papelão no campo da Arena contra o Cruzeiro, teríamos um belo gramado e uma massa Rubro-Negra, e não 2600 pessoas, incentivando o time contra o Vitória.

O Atlético, na minha opinião, terá um bom time em 2004. Pela primeira vez desde que começamos a definhar tecnicamente, no início de 2002, o presidente coloca isso como compromisso. E compromisso é compromisso. Se não se cumpre, o comprometido perde credibilidade e o direito de continuar no comando de uma instituição tão popular como é o CAP. Uma de suas promessas foi a conclusão da Arena. Isso só não anda por complicadas e morosas pendências judiciais. Não sou advogado, mas sou brasileiro e por isso sei como demora. Agora, a promessa de um timaço foi feita. Outro lateral direito, um xerifão na zaga, um meia como Kelly ou Souza e um centro-avantão “daqueles” é o mínimo que a gente espera. Promessa é dívida. O presidente Petráglia, homem honrado que é, sabe disso. E se a massa Rubro-Negra teve força para fazê-lo ficar lá em cima, tem força para fazer o contrário. Eu, se fosse o presidente, tentaria cumprir a promessa.

Saudações Rubro-Negras a todos que estão sofrendo mas acreditam em dias melhores. (pelo menos nossos bens não pertencem ao Bradesco)



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