27 out 2003 - 20h34

Mário Sérgio também esteve no Bate-Bola

O técnico Mário Sérgio participou ao lado do goleiro Diego do programa Bate-Bola com o assinante, da ESPN Brasil. Mário foi entrevistado pela apresentadora Soninha e pelos comentaristas Paulo Vinícius Coelho, Paulo César Vasconcellos e Juca Kfouri, que teve uma participação especial.

Confira as principais declarações do técnico rubro-negro:

BRASILEIRO DE PONTOS CORRIDOS
“O nosso dirigente não agüenta um campeonato tão longo. Ele é palpiteiro, imediatista e interfere no trabalho. Só encontrei duas exceções: o Saul, que é o dono das Casas Bahia e nem gosta que falem do nome dele e o Molina, que é o auxiliar dele. Esses dois são os responsáveis diretos pelo sucesso do São Caetano, e só esses dois”

TÉCNICO QUE É EX-JOGADOR
“O grande segredo do técnico ex-jogador de futebol é esquecer o que ele fez como jogador de futebol. Você precisa é estar atualizado com o que acontece no futebol do mundo. Eu não quero que eles joguem como eu. Acho que seria totalmente obsoleto. Eles têm de jogar com marcação, com aplicação tática e velocidade. Se o time é bem preparado fisicamente, você impõe um sofrimento ao adversário e vence o jogo naturalmente”

ESCALAÇÃO DO ATLÉTICO
“O time que ganhou contra o Coritiba – e foi a última vitória nossa antes do jogo contra o Corinthians – foi quase o mesmo que jogou ontem. O time que jogou contra o Santos foi o mesmo, mas o time que jogou contra o Vitória não foi. As mudanças são constantes, mas não porque eu queira. Eu peguei o time no meio do campeonato e fui conhecendo os jogadores ao longo da competição. Eu peguei o Atlético na 18° colocação, mas o Vadão não tem culpa nenhuma disso. Os problemas são outros e agora não adianta querer apontar culpados”

PREOCUPAÇÃO COM A DEFESA
“No futebol, criam-se rótulos. Eu peguei o São Caetano no ano passado, quando o Jair tinha acabado de jogar a Libertadores. Eu reformulei o time todo para o nacional e nós terminamos a primeira fase em segundo lugar, fomos a defesa menos vazada e o quinto melhor ataque. A preocupação com defesa tem de ocorrer principalmente em se tratando de Atlético Paranaense. Um time que tomou 60 gols, por si só, você tem de ter a preocupação com a defesa”

CRÍTICOS
“Eu tenho que ter a frieza necessária para não ouvir os críticos e tratar do bem-estar dos meus jogadores. Minha preocupação número um é o bem-estar dos meus jogadores, depois eu ouço os críticos”

GOLS
“O Atlético não deixa de fazer gols há muito tempo. Desde que eu cheguei, acho que fizemos gols em todos os jogos. Agora, se nós sofremos mais gols do que fazemos, alguma coisa está errada. Ou o ataque que não está marcando a saída de bola ou outro compartimento não está marcando corretamente”

ANULAR O CRAQUE
“Na minha visão de futebol, seria simples colocar o time em campo e não neutralizar as peças do adversário. Por exemplo, marcamos o Carlos Alberto, do Fluminense e o Gil no jogo de ontem. O que tem possibilitado nossas vitórias tem sido a anulação da peça principal do adversário. Então, jogamos 10 contra 10 e acredito mais no meu time”

OPÇÃO
“Não há como você ter uma defesa forte e um ataque forte. Você tem de optar ou por uma defesa forte ou por um ataque forte. É uma questão de ponto de vista. Eu acho que não posso correr esse risco, porque se eu tomar um gol ou dois, não sei se sempre vou ter forças para reverter. Eu prefiro jogar de forma calculista. Eu vejo o futebol como algo muito mais que um simples jogo. Você tem de ter uma estratégia definida”

ESQUEMA TÁTICO
“Eu crio o esquema tático em função do adversário e dos jogadores que eu tenho”

VOLANTES
“Nós temos um único volante de marcação, que é o Alan Bahia. O Douglas e o Luciano não jogam como primeiros volantes”

SANTOS
“Eu acho o Santos o time mais forte do Brasil, disparado, em todos os aspectos”

FERNANDINHO
“O primeiro jogo que eu coloquei o Fernandinho foi contra o Paraná de ala. Depois, contra o Figueirense ele foi vaiado pela torcida e eu tirei para poupá-lo. Então, quem descobriu o Fernandinho não foi a torcida, não”

FUTURO
“Eu tenho contrato de um ano e meio com o Atlético Paranaense. O projeto é para o ano que vem. Neste ano, estamos tentando sair dessa zona terrível, mas com fé em Deus vamos conseguir sair. Para o ano que vem, vamos fazer um grande time mesmo com esses jogadores que estão aí. Faremos uma ótima pré-temporada e um planejamento”



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