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28 nov 2003 - 17h38

Encheu!!!

Não agüento mais essa aporrinhação que gira em torna dessa coisa chamada “Estatuto do Torcedor”. Agora vem um jornalista da Folha de Londrina, Sr. Luiz Cláudio Oliveira, falar que o Atlético está burlando o referido diploma ao dispor menos ingressos do que a capacidade real da Baixada, simplesmente pelo fato de inexistirem numerações nos locais de cada torcedor.

Clama, o “Defensor da Torcida”, para que Ministério Público e PROCON tomem as medidas cabíveis na Justiça, impedindo que o clube realize a “manobra tacanha”. Gasta uma coluna inteira com isso. Gasta tinta para impressão, gasta papel, gasta tempo (o meu tempo também!), para vir em defesa dos “pobres, coitados e maltratados torcedores”. Como diz o caipira: creindiuspai!

Sinceramente, acredito que esse sujeito nunca pisou na Baixada. Aliás, acho que sequer acompanha o dia-a-dia do Atlético, pois se acompanhasse, saberia que SEMPRE, quando os jogos são contra times de menor expressão, o Clube coloca à venda menos ingressos que a capacidade real do estádio – é uma questão de custo. Não adianta colocar 30 mil ingressos para o jogo contra o Guarani, não pela torcida do Furacão não apoiar o time, mas pelo fato de que o ingresso custa 15 pila, somado à campanha do time.

Agora, vir falar que é “manobra tacanha” é, no mínimo, falta de informação ou, talvez, aquela dorzinha-de-cotovelo normal de quem costuma dizer que a Arena é uma “porcaria” para a torcida visitante, pois não dá para ver o campo. HAHAHAHA! Colírio alucinógeno no teu olho!

Aliás, que o Estatuto do Torcedor nos trouxe algumas coisas boas, ninguém duvida, mas essa de numeração dos locais onde o torcedor ficará sentado é uma piada. Imagine só: chego no estádio, reúno-me com o pessoal da Fanáticos para empurrar o time, aí chega o bonitão: “com licença, meu senhor, peço-lhe que pare de gritar e incentivar o time neste local, pois, segundo o Estatuto e meu ingresso, o espaço XYZ 200 me pertence. Peço-lhe que se retire e fique restrito ao seu local, cujo número consta no ingresso”. Como sou educadíssimo, saio e vou ao local que comprei. Beleza.

Esses dias, veio o papo da setorização. Pelo menos, perguntaram aos torcedores e, graças a Deus, segundo as notícias, a torcida refutou a idéia. Agora vem esse sujeito falando em numerar a Baixada. Pergunto: numerar por numerar? Isso é só formalidade. Cadê o conteúdo dessa decisão? Cadê o respeito à vontade do torcedor? Tenho certeza de que a maioria da torcida não quer isso. Por favor, façam uma pesquisa antes de vir com essas. Fazer com que cada torcedor fique preso ao seu assento é acabar com a festa do futebol.

Para mim, a única coisa a que se presta tal norma é a seguinte: elitizar o estádio, excluir quem tem só na alegria sua riqueza, é fazer o caminho inverso da inclusão social. Aliás, esse negócio de positivação de condutas só tem servido para a consolidação do poder nas minorias, mais nada.

Só porque a cartolagem do futebol tem uma história negra não quer dizer que o legislador seja o “salvador da pátria”, que só porque disse que tem que agir de determinado modo é que é a maneira correta. Querem saber, Diretoria do Atlético, façam um favor para a torcida: NÃO CUMPRAM O ESTATUTO DO TORCEDOR NO QUE DIZ RESPEITO À NUMERAÇÃO DOS ASSENTOS, pelo contrário, façam lobby para revogar essa disposição. E mais, querem colocar cadeiras? Coloquem-nas somente no pavimento superior, deixem a parte inferior para quem quer pular, cantar e apoiar o time não só pagando o ingresso.

Finalmente, desafio quem, com argumentos, convença-me de que esse negócio de numerar todos os assentos da Baixada é uma boa para a torcida.



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