5 dez 2003 - 7h16

Globo defende a elitização do futebol

O diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, defendeu nesta quinta-feira a elitização dos estádios brasileiros. Segundo ele, o futebol é um “espetáculo muito caro” para se produzir e, portanto, nada mais justo que se cobre um preço condizente.

Campos Pinto lançou a proposta durante o Fórum de Futebol organizado em São Paulo pela Fundação Getúlio Vargas. A TV Globo é a detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

“A massa vê o jogo em casa. Agora, aqueles 30 mil que vão ao estádio têm que pagar muito caro”, afirmou o executivo, que, independente das instalações, considera “vil” do atual preço dos ingressos dos estádios brasileiros – um bilhete de arquibancada custa em média R$ 10,00.

Para o executivo, CBF, clubes, federações e até mesmo a própria Globo devem fazer do jogo de futebol um “evento memorável”. “O cinema e o teatro não podem ser mais caros que o futebol”, defendeu.

Dentro da elitização das praças esportivas, Campos Pinto agregou outra premissa de sua doutrina; clube sem estádio está morto. Curiosamente, o Corinthians, que não manda jogos em seu campo, terá segundo uma pesquisa da Globo a maior torcida do Brasil entre 8 e 10 anos. “Tenho dados que confirmam isso”, disse o executivo.

Mas, para o empresário J. Hawilla, dono da agência de marketing esportivo Traffic, não basta ter estádio. Ele frisou, inclusive, que o conceito de arena multiuso está ultrapassado.

“Os estádios precisam ser transformados em shoppings. É a vez dos centros comerciais onde, de repente, também tem um jogo de futebol”, afirmou o empresário.

Fonte: UOL Esportes



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