23 dez 2003 - 17h07

Dois anos da conquista do Brasileirão 2001

Há exatos dois anos, na tarde do dia 23 de dezembro, o Atlético comemorava com sua torcida o maior título de sua história. O Furacão venceu o São Caetano por 1 a 0, na casa do adversário, e ergueu o caneco da principal competição brasileira.

Com a vantagem conquistada após a vitória por 4 a 2 na Arena, o Atlético encarou o segundo jogo da decisão com mais tranqüilidade. Até uma derrota por um gol de diferença seria suficiente para o rubro-negro conquistar o título. Porém, o rubro-negro não se contentou e não deixou dúvidas sobre qual foi o melhor time do Brasil no ano de 2001.

Quando a equipe se classificou para a fase final com a segunda melhor campanha, a torcida já acreditava que a estrela amarela iria brilhar na camisa rubro-negra. Iniciou-se o movimento “Contagem Regressiva”, preparando o coração do torcedor para a maior festa do estado do Paraná nos últimos anos.

Depois de vitórias épicas sobre São Paulo e Fluminense, o Atlético chegou à final contra o São Caetano, time de melhor campanha da primeira fase. Do primeiro jogo, ficaram marcadas as imagens das filas de torcedores formadas com dias de antecedência para a compra de ingressos e a incrível virada do rubro-negro dentro de campo.

O segundo jogo, na casa do adversário, não poderia ser melhor. O São Caetano entrou armado para jogar no ataque os noventa minutos, o que favoreceu os contra-ataques rubro-negros. O técnico Geninho montou o time esperando esses espaços e, em um contra-ataque, Fabiano fez uma boa jogada que resultou no gol do artilheiro das finais, Alex Mineiro.

O auge da alegria atleticana ocorreu aos 23 minutos do segundo tempo do jogo contra o Azulão, no dia 23 de dezembro de 2001. Alex balançou as redes e fez pulsar mais forte o coração dos atleticanos que lotaram seu espaço no Anacleto Campanella, bem como daqueles que ficaram em Curitiba assistindo ao jogo em um telão montado em frente à Baixada e também de toda a nação rubro-negra espalhada pelo mundo.


Torcida faz a festa na Baixada

Na madrugada do dia 23, a torcida formou imensas filas na Avenida das Torres e no Aeroporto Afonso Pena, esperando a delegação atleticana para a comemoração, que veio como o maior presente de Natal já recebido pelos atleticanos.

O título em números

O primeiro título brasileiro do Furacão foi conquistado com uma bela campanha. Com 6 derrotas, 6 empates e 19 vitórias em 31 jogos, o rubro-negro computou 63 pontos e um aproveitamento de 67,7%. Ainda nesta edição do campeonato, o time ficou invicto durante 12 partidas, marcou 68 gols, sofrendo 45, o que resultou em um saldo positivo de 23.

Seus artilheiros foram Kléber e Alex Mineiro, com 17 gols cada. Dos 17 gols de Alex, 8 foram marcados só na fase final, o que o fez bater recordes. Até hoje Kléber e Alex são os maiores artilheiros do Atlético em um só Brasileirão.

Boa campanha recompensada com troféus

A boa campanha coroou também os jogadores. A revista Placar premiou quatro atleticanos. Kléber recebeu a ‘chuteira de ouro’, pela artilharia, Alex Mineiro recebeu a ‘bola de ouro’ de melhor jogador do campeonato e a ‘bola de prata’ de melhor atacante. Gustavo e Kleberson também receberam a ‘bola de prata’ por serem os melhores jogadores em suas posições, zagueiro e meia, respectivamente.

Quem mais jogou

Os jogadores que disputaram o maior número de partidas foram Kleberson e Adriano, com 29. O goleiro Flávio veio na seqüência, com 28. Com 25, Nem, Fabiano e o artilheiro Alex Mineiro. Alessandro, Cocito e Kléber fizeram 24. Os jogadores que disputaram o menor número de jogos foram Douglas, Leonardo e Dagoberto, com duas partidas cada e, com apenas uma, Altair e Rodrigão.

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