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6 fev 2004 - 15h42

Volta às raízes

Não me agrada o saudosismo!

Especialmente aquele que costuma supervalorizar os eventos do passado, como se aquela emoção jamais e sob qualquer circunstância pudesse ser revivida.

Freqüento assiduamente os jogos do nosso querido furacão há pelo menos 16 anos.

Desde aquela fatídica final perdida nos pênaltis em 1978, passando pelos 4 gols do Ziquita contra o Colorado, os 12 anos de angústias resgatados em 1982 … vibrei com artilheiros como Ziquita, Dirceu, Joel… craques como Rota, Augusto, Cristóvão, Washington … mas também sofri (muito do mais que vibrei) com Manguinhas e Sadis … e especialmente com os desmandos diretivos que quase extinguiram nosso querido furacão.

Estava lá no Couto Pereira quando em 1995 éramos humilhados dentro de campo.

Mas mesmo assim, cantávamos orgulhosos nosso hino, não nos rendíamos, não abandonávamos jamais o sentimento atleticano!

Jamais esquecerei quando em 1994 mesmo perdendo para o Paraná por 2X1, calávamos a torcida adversária no Couto Pereira, cantando uníssonos para celebrar a raça dos nossos jogadores.
É sobre isso que quero falar.

Sobre um tempo que apoiávamos sempre e em quaisquer circunstâncias.

Naquele tempo, incondicionalmente solidários; seja quem fosse o técnico, o presidente, o centroavante … o amor ao Atlético nos bastava.

Naquele tempo havia corneteiros, mau humorados, rancorosos … mas estavam sempre na torcida verde e não na nossa!

Virou a característica maior deles: perseguir os próprios jogadores, vaiar o próprio time a cada tropeço, abandonar o time nos momentos difíceis! Não nós! Jamais! Se perdíamos, empatávamos ou ganhávamos … se nossos jogadores eram bons ou ruins … se o nosso técnico errava ou não … apoiávamos sempre por amor! Essa força que nos unia criou a mística da baixada e da arquibancada rubro negra!

E por ter vivido essa mística me pergunto estarrecido: o que está acontecendo conosco? Onde foi parar esse amor incondicional? Nos tornamos reclamões, vaiamos nossos próprios jogadores, não empurramos mais nosso time… e sem reconhecimento, sem sentimento, criticamos insistentemente nosso presidente!

O mesmo que liderou a reconstrução do nosso clube, a conquista do maior título da nossa história, a sedimentação de bases sólidas para o futuro e especialmente liderou o resgate do orgulho da alma Atleticana.

Nos tornamos críticos, mau humorados, rancorosos, cínicos, impacientes … meu Deus! Estamos nos tornando COXAS! Vaiamos jogadores antes mesmo de entrarem em campo. Vaiamos um técnico que nos salvou do rebaixamento e nos coloca como líderes invictos simplesmente porque não entendemos uma substituição!!!!! Onde está nossa alma? Como foi que perdemos tudo isso? Como conseguimos perder nosso amor incondicional às cores do Furacão? Como nos tornamos tão “coxas”?

VOLTA ÀS ORIGENS TORCIDA ATLETICANA!



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