9 fev 2004 - 18h02

Opinião: “Recalque”

O recalque coritibano volta e meia dá as caras, ou melhor, “as línguas”. Li a coluna do mais esverdeado do que o Incrível Hulk, o torcedor e jornalista quando sobra tempo, Sr. Vinícius Coelho. Já estava pensando me manifestar a respeito de tão lamentável texto, quando li as palavras do colega colunista Ricardo Campelo, que com grande habilidade tratou do assunto, escrevendo uma bem-humorada coluna, usando o universo dos folhetins globais.

As tentativas de depreciar a vitória atleticana e o Diego, nem há mais o que comentar. O excelente goleiro foi bem defendido (sem trocadilho) pelo colega rubro-negro. Coisas como a pífia comparação entre Diego, um bom e sério rapaz, com o goleiro Danrlei, um sujeito cheio de raiva, briguento, parco tecnicamente e com espírito anti-desportivo, são esperadas de um coxa. Venho à essa janela de grande audiência na rede eletrônica de comunicação, apenas para tratar de um assunto revoltante tangido pelo tarimbado e turmalino colunista da Tribuna. Assunto este que, se o colega Campelo me permite, apenas complementará suas bem colocadas palavras.

Mostrando absoluta falta de sensibilidade e solidariedade, o verdoengo colunista da Tribuna, disse que o ponto alto do clássico foi a arbitragem do Collina do Paraguai, o medonho Heber Roberto Lopes. Nem sequer falou da volta (por cima) de Washington, o guerreiro protagonista de uma das mais emocionantes histórias do mundo esportivo paranaense. Poucas pessoas deixaram de se emocionar com o ressurgimento e com a continuidade da carreira desse jovem lutador. Um deles foi o Sr. Vinícius. Sua pena cheia de veneno discorreu sobre as qualidades de um dos piores árbitros do país, um sujeito arrogante e tendencioso, exibicionista e vaidoso como um pavão em época de cruza. Que usa expedientes como amarelar o atacante que sofre pênalti para mostrar certeza sobre uma situacão que seus olhos distraídos não conseguem ver. Héber, orgulho da risível arbitragem do Paraná, mereceu loas do Sr. Vinícius. A arbitragem paranaense realmente está bem cotada no alto do monte verde. Evangelino que o diga.

Mas tudo isso, amigos, só vem mostrar que as coisas estão voltando ao seu devido lugar. O Furacão está de volta, forte e contagiante e o lado verde da cidade começa a tremer. Os coxas voltam a ter sua razão de existir baseada em nós, não em seus próprios objetivos. Apenas querem, desesperadamente, mostrar que são maiores, apesar de sua torcida ficar dia-a-dia diminuta e seu patrimônio, penhorado e apodrecido. Em Paranaguá, arrancaram um empate suado com o Leão da Estradinha. Não será tão fácil na Libertadores. O colega Campelo fez uma comparação em seu texto com a teledramaturgia da Globo. Agora, se quiserem se divertir com um bom dramalhão hispânico, acompanhem o resultados da Copa Toyota Libertadores. O Sr. Vinícius estará ligado, se debulhando em lágrimas. E nós, rindo, como em um episódio dos “Chaves”.

Juliano Ribas
Colunista da Furacao.com
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