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12 abr 2004 - 19h56

Professor Pardal

Domingão de Páscoa, com tempo chuvoso e de ressaca por causa do jogo de sábado, decidi que não iria ler jornais nem ver nenhum programa de televisão relacionado com futebol. Na verdade a rabugice era muito grande. Minha mulher sugeriu, então, que eu arrumasse um canto da estante onde guardo um monte de revistas velhas, tipo “Placar”, jornais e gibis. Achei que era uma boa e topei.

No estado de espírito que eu estava, foi com muito prazer que encontrei uns recortes de jornais de dezembro de 2001, mostrando a conquista do campeonato brasileiro daquele ano. É claro que a recordação trouxe muita saudade.

Mas o que mais me chamou a atenção foi o velho “Manual do Professor Pardal”. Alguns devem lembrar que lá pelos anos 70 foram lançados vários “manuais”, onde o tema era a característica principal do personagem de Walt Disney retratado pelo manual. Por exemplo, o manual do Tio Patinhas tratava, é claro, sobre o dinheiro e sua história; o manual do Peninha tratava sobre a imprensa (afinal o Peninha, todo mundo sabe, é repórter, junto com o Pato Donald, do jornal “A Patada”, que pertence ao Tio Patinhas); manual do Zé Carioca, que tratava sobre futebol (infelizmente esse eu não achei, mas eu tinha) e por aí vai.

O manual do Professor Pardal, trata, logicamente, sobre inventos e inventores, já que o referido professor é um grande inventor que mora em Patópolis. Na hora, lembrei que o professor Pardal tinha um auxiliar chamado Lampadinha, que sempre o ajudava a sair das enrascadas e tinha, também, um “chapéu pensador”, que era um chapéu em forma de casa/chaminé, sendo que dois corvos geravam todas as idéias revolucionárias, nem sempre aproveitáveis, com as quais o professor Pardal sempre inundava Patópolis.

Não precisa ser gênio para ver que logo eu estava imaginando que o nosso caro Mário Sérgio possui um chapéu desses. Sim, porque é a única forma de explicar as seguintes atitudes:

1 – acreditar que o Fabrício é bom jogador. Somente um chapéu pensador maluco para alguém poder conceber isso;

2 – em caso de necessidade de substituição, sempre tirar o Jádson, esteja ele jogando bem ou mal. É claro que esse é mais um exemplo de idéia maluca provocada pelo uso indiscriminado do chapéu pensador do Mário Sérgio;

3 – colocar o time para jogar da forma como começou a jogar no sábado, retrancado, e, ainda por cima, tirar o Washington e colocar o novo-mascarado Dagoberto. Alguém dúvida que é efeito do uso do chapéu pensador?

Indo um pouco mais longe, acho ainda que o Mário Sérgio emprestou o chapéu pensador para a diretoria, pois foi daí que eles tiraram a idéia de que encher o estádio de cadeiras, acabar com a “arquibancada” e dizer que o ingresso, na verdade, abaixou de preço, caindo de R$ 50,00 para R$ 30,00, seria uma grande sacada…

Agora, falando sério, o Atlético que vi (infiltrado) no jogo de sábado deve ter sido um dos maiores erros da vida do nosso técnico. Espero que ele nunca mais repita o que aconteceu naquele jogo, o medo com que o time entrou em campo. E imagino que o trabalho psicológico com o pessoal tenha que ser reforçado essa semana, pois o time estava irreconhecível no primeiro tempo: violento e ineficiente. O Dagoberto fez uma falta por traz num porquinho que merecia expulsão. Falar nisso, o Dagoberto já está devendo. Faz tempo que não joga mais como jogava. Como disse o colega rubro-negro Fernando Schena, a influência do Diego e do Robinho fez muito mal ao jovem craque do Atlético, já que aqueles dois são péssimos exemplos. O Dagoberto merece ficar na cerca para aprender a voltar a valorizar a camisa rubro-negra.

Mário Sérgio, por favor não use seu chapéu pensador essa semana. Escute o lampadinha dizendo: “Deixe o Jádson jogar! Deixe o Washington jogar!…”. Assim poderemos vencer e sair com a faixa no peito, no próximo domingo.

p.s.: justiça seja feita, conforme o colega rubro-negro Gustavo Ribeiro tão bem escreveu. O Diego é um farol de competência, profissionalismo e liderança dentro da equipe atleticana. Se não fosse ele, com três grandes defesas (que eu me lembre, fora o bombardeio que sofremos) as coisas estariam muito mais complicadas. Valeu, Diego!



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