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15 abr 2004 - 13h34

Libertadores: uma questão de camisa

O ano de 2004 está sendo morno para a torcida rubro-negra: no primeiro semestre o Rubro-Negro teve de se contentar com o ‘disputadíssimo’ campeonato paranaense, e nós nos limitamos a ser expectadores de torneios mais interessantes como a Copa do Brasil e a Taça Libertadores da América. Em ambas as competições fez falta a presença rubro-negra, já que as equipes conterrâneas que lá estavam não tiveram muito sucesso.

Na Copa do Brasil o Paranavaí foi eliminado na primeira fase e Londrina e Prudentópolis não passaram da segunda, sendo que o estado não tem mais representantes no torneio. Vale lembrar que o Rubro-Negro é o melhor qualificado do estado no ranking desta competição, mesmo devendo uma participação mais condizente com sua posição no cenário nacional (19º com 58 pontos; seguido pelo Coritiba, na 20ª colocação com 55 pontos). Acho que já passou da hora do Atlético encarar mais à sério a Copa do Brasil, que possui uma fórmula de disputa que a meu ver favorece muito o Furacão, uma vez que temos a Baixada como trunfo para jogos decisivos.

Já na Copa Toyota Libertadores, o rival alvi-verde mostrou que ainda há motivos para darmos credibilidade para a imprensa do eixo: a revista Placar já havia previsto que o Coritiba seria a decepção brasileira na copa latino-americana, e assim foi. Uma parte da imprensa local chegou a nominar de ‘triunvirato’ o ataque do time coxa, esquecendo que Tuta não foi inscrito à tempo e que Aristizábal demorou para se ‘recuperar’. Curiosamente, surgiram comentários relembrando as campanhas rubro-negras na competição, com o claro intuito de diminuir o histórico atleticano na copa latina. Creio que a falácia veio um pouco antes do tempo; já dizia o ditado que aquele que tem telhado de vidro, não joga pedra no telhado dos outros, e o resultado é que muita gente por aí mordeu a língua…

Vamos aos fatos:

– O Coritiba participou por duas vezes da Taça Libertadores da América: em 1986 e em 2004. Na primeira oportunidade somou 9 pontos, na segunda 8: 17 no total, se resumindo suas apáticas participações em 12 jogos, 4 vitórias, 5 empates e 3 derrotas, com um saldo de 2 gols positivo. Não sabe o que é ir à segunda fase da competição, e soma 24 pontos no ranking da Conmebol.

– O Atlético Paranaense também participou por duas vezes do torneio. Seu desempenho na primeira fase é o seguinte: em 12 jogos somou 21 pontos : 6 vitórias, 3 empates, e 3 derrotas, seu saldo foi de 4 gols positivo. Foi à segunda fase, perdendo para o Atlético Mineiro em Belo Horizonte por 1 a 0, e vencendo a segunda partida por 2 a 1. Nos pênaltis foi desclassificado (5-3).

O Rubro-Negro venceu em sete ocasiões quando representou o Brasil na Copa Libertadores. No ranking de clubes brasileiros ocupa a 15ª colocação; o rival a 17ª, logo atrás do Esporte Clube Bahia. Antes da competição atual ocupava a 20ª, atrás de Bangu, Paysandu e Criciúma, e empatado com Juventude, Náutico e Sport do Recife. Nosso rival mais empatou que venceu quando foi o Brasil na América…

O Atlético não tem, como se vê, tradição na Libertadores (e nem na Copa do Brasil). Por sinal, acredito que apenas Grêmio, São Paulo e Cruzeiro, nesta ordem, sejam os times brasileiros que de fato incorporem o espírito necessário para se impor na América. Mas menos tradição e competência que o Furacão tem o tal time do alto-da-glória; e mesmo assim vêem-se delírios dando conta de uma saída de “cabeça erguida” da competição. Precisamos rever os conceitos de dignidade em nossa sociedade, urgentemente.

Torço, muito mais na qualidade de paranaense e brasileiro, do que na de atleticano, para que em 2005 sejamos melhor representados na Copa do Brasil e na Taça Libertadores, já que os demais times do estado não brilham tanto quanto o Rubro-Negro nestas competições…uma questão de camisa, eu diria!



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