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8 ago 2004 - 23h17

Merci beaucoup, Sochaux

Demorou, mas o Ilan foi embora. Como diria a minha tia: “Não há mal que sempre dure, nem há bem que nunca acabe”, e se a frase não for bem essa, culpem a memória da titia que não anda lá essas coisas.

Como diria o seu Geraldo, atleticano de quatro costados e dono do boteco aqui da esquina de casa: “Esse Ilan foi e já foi tarde, porque ele era um “pobrema” e dos grandes”, e se a gramática do seu Geraldo não anda lá essas coisas, devemos ao menos concordar num ponto: sua afirmação foi das mais acertadas e o tal Ilan já tinha virado um mesmo um problema.

Mas o fato é que, finalmente, o Atlético se viu livre desse tal Ilan que, reconheçamos, já não vestia o manto sagrado com a vontade devida e com o respeito necessário. Foi e foi tarde e, pelo menos para mim, não deixa saudade alguma.

Mas o que me chamou a atenção nessa transferência do Ilan foi o ar de satisfação que o jovem boleiro demonstrava nas fotos e nas entrevistas em que abordava o assunto.

Quero crer que tamanha alegria se deva, apenas e tão-somente, ao dinheiro considerável que irá entrar na conta do atleta porque, sob o ponto de vista profissional, o Ilan deveria estar mais do que preocupado com essa transferência que irá jogá-lo, de uma vez por todas, no ostracismo.

Quem de nós já tinha ouvido falar nesse tal Football Club Sochaux-Montbéliard? E da cidade de Montbéliard alguém já tinha ouvido falar? Sejamos honestos, quem já tinha ouvido falar? Eu pelo menos não. Reconheço, envergonhado, que nunca ouvi falar dessa cidade e menos ainda desse time abençoado que apareceu em nosso destino para nos salvar.

Vá lá que os meus conhecimentos geográficos não são essas coisas. Vá lá que da França eu só conheço Paris, a Torre Eiffel e a Catherine Deneuve e tudo isso apenas por fotos, até porque o lugar mais distante em que eu já estive, no exterior, foi Assunção, em companhia de uma ex-namorada sacoleira e isso lá pelos idos de 1991. Vá lá tudo isso, mas que o Ilan esteja certo: esse Sochaux não é um Clube Atlético Paranaense.

Pode ser que eu me engane, mas esse sorriso aberto do Ilan, em pouco tempo, dará lugar a uma expressão preocupada, típica daqueles que só percebem, muito tardiamente, que trocaram o certo pelo duvidoso, que trocaram um grande clube brasileiro por um desconhecido time europeu.

Pode ser que eu me engane, mas esse sorriso aberto do Ilan, em pouco tempo, dará lugar a um biquinho típico daqueles meninos manhosos que estão sempre insatisfeitos com os brinquedos que possuem. Em pouco tempo, o Ilan vai estar fazendo, na França, o mesmo biquinho com que deixava o campo da Arena, vaiado, depois de suas fracas atuações.

Se bem que um biquinho, para quem assinou um contrato de cinco anos para permanecer no futebol francês, há de cair bem. Certamente ajudará bastante na hora de dar desculpas para a torcida, na língua de Napoleão.



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