30 ago 2004 - 9h23

Análise do clássico Atletiba

E lá se foi o tal tabu. Em uma partida muito disputada, equilibrada e com boas chances para ambas as equipes, o Atlético colocou definitivamente os pingos nos is: somos melhores afinal. Repito o que já escrevi outras vezes. Perder o título daquele jeito, só com o Mário Sérgio mesmo. Somos melhores e pronto.

O Atlético teve uma postura cautelosa, como vem sendo praxe, mas saía com mais facilidade da marcação adversária. Aliás, o rival não vinha muito bem e isso ficou patente na derrota de virada no meio da semana para o São Caetano. Ao contrário do que andei lendo, não achei que o primeiro tempo tenha sido dominado pelos “coxas”. Teve mais posse de bola, mas com uma produção global praticamente igual ao Atlético, exceção ao bom chute de Ari que bateu na trave.

Fernandinho estava mais uma vez doando-se para o time, marcando o bom Adriano e pouco produzia, sobrecarregando Jadson, que mesmo bem marcado conseguiu fazer algumas boas jogadas. Dagoberto que não esteve tão bem como ultimamente, mas as seguidas faltas que sofria e não eram marcadas com certeza foram irritando o garoto. Confesso que não vi o gol rival, apenas na tv e acho que foi mais mérito deles que falha nossa. Há coisas que não entendo. Uma delas é como um jogador pode ser tão eficiente como Vital, vir para o Atlético e não produzir absolutamente nada e depois surgir em nosso maior rival e jogar bem!

Não posso me esquecer de enaltecer o trabalho sério e competente feito treinador Levir Culpi. O time está equilibrado, tem uma “cara” e ontem não se desesperou após o gol do rival. Gostei muito também da atuação de alguns jogadores que não vem jogando bem, como Ivan e William. E nada melhor do que recuperar a auto-estima com uma vitória em clássico. Destaco também a disciplina do time que levou apenas dois cartões amarelos em um jogo de muita marcação.

Por fim, meus parabéns a maravilhosa nação atleticana. A tarde de ontem me fez voltar ao tempo (ir ao estádio deles realmente é um retrocesso) e lembrar que o Major Antônio Couto Pereira retomou sua verdadeira vocação: ser nosso salão de festas!

Juarez Villela Filho
Colunista da Furacao.com.

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