14 set 2004 - 10h41

Opinião de Eduardo Aguiar

O jornalista Eduardo Aguiar faz uma avaliação da atual fase do Atlético no Campeonato Brasileiro. Confira o artigo na íntegra:

Os críticos
por Eduardo Aguiar

Já faz algum tempo que não escrevo para a Furacao.com. E cá estou, novamente.

Resolvi escrever porque, acompanhando o noticiário do Atlético na imprensa paranaense, senti falta de algo. Realmente, procurei, procurei e não achei. Onde estão os críticos do Petraglia? Onde foram parar os ataques ao presidente do clube porque o time perdeu dentro de campo o título estadual? Onde estão os comentários ácidos sobre a venda do Ilan e do Adriano?

Pois é, as coisas mudam de acordo com a maré. Não, não tenho procuração para defender o Petraglia e nem estou "no bolso" do homem, como já chegaram a afirmar. Mas, como atleticano, não posso aceitar que posições pessoais acabem gerando ataques gratuitos ao homem que levou o Furacão a esta posição de destaque nos últimos anos.

E as críticas, na verdade, só pararam porque o time está bem ­ graças a Deus. Vamos, pois, aproveitar a boa fase e começar uma nova corrente-prá-frente rumo ao título.

Adeus?

Dia desses encontrei com o Mauro Holzmann, homem forte do Marketing do Atlético e do Clube dos 13. E ele me disse que o Petraglia está cansado, magoado também com as vaias e os xingamentos que vêm das arquibancadas, e que está pensando muito se vale a pena continuar no clube a partir do próximo ano.

Tudo bem, "a voz do povo é a voz de Deus". Mas, por mais que a luta dos Fanáticos seja legítima, é melhor um estádio de primeiro mundo e um time que briga pelas primeiras posições mesmo sem bateria ou a bateria liberada e um time caindo aos pedaços? Algo para se pensar.

Politicagem

Outra coisa que não aceito é usar o Atlético, ou sua torcida, para fins políticos. Foi feita toda uma briga em prol de ingressos mais baixos e para liberar a bateria, recheada de críticas à diretoria, e hoje vemos que atrás de tudo isso havia objetivos eleitoreiros. Brigar pelos direitos torcedor do Atlético é lícito. Usar isso para se autopromover é repugnante.

Rumo ao bi

Para não dizer que só falo de cartolagem, vamos ao time. Há tempos eu não via (se é que alguma vez eu já vi) uma estrutura defensiva tão boa quanto a que o Atlético possui hoje. Rogério Corrêa subiu espantosamente de produção ao lado do gigante Marinho e do raçudo Marcão. E com Fabiano e Alan Bahia dando o primeiro combate, os ataques adversários precisam rebolar muito para chegar à meta do Diego. E, como temos jogadores que desequilibram em termos ofensivos (Jadson, Fernandinho e Dagoberto) e o Artilheiro Washington… Não, não é sonhar alto demais. O Atlético pode sim buscar o bi.

Esse campeonato não tem jogo fácil, mas as partidas restantes na Arena terão adversários que, na teoria, não são páreo para o rubro-negro: Flamengo, Atlético-MG, Paraná, Inter, Criciúma, São Caetano e Botafogo.

Fora de casa a coisa muda, e o time vai ter que se superar, principalmente nas duas vezes que sairá para duas partidas consecutivas: Palmeiras e Goiás e depois, já nas últimas rodadas, Ponte Preta e Vasco. Tem ainda adversários fortes em seus domínios como Cruzeiro, Juventude e Fluminense.

Mas, se mantivermos esse ritmo até o fim, sem nenhum desfalque sério…

Sonhemos, pois!

Eduardo Aguiar é jornalista e colaborador da Furacao.com.

O conteúdo da opinião acima é de responsabilidade exclusiva de seu autor e não expressa necessariamente a opinião dos integrantes do site Furacao.com.

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