14 set 2004 - 10h51

Trajano elogia a força do Furacão

O jornalista José Trajano não poupou elogios ao futebol que o Atlético vem apresentando neste Campeonato Brasileiro. Em sua coluna publicada no Diário Lance!, Trajano afirma que o Rubro-negro vem jogando o melhor futebol da competição e causando estragos por onde passa.

Aproveitando o apelido do clube, o jornalista faz uma brincadeira com o Furacão Ivan, fenômeno da natureza que passou pela América Central e do Norte. Veja abaixo a coluna de Trajano, que também é comentarista da ESPN Brasil:

Furacão faz estragos no Brasileirão
por José Trajano, no Lance!

O Furacão da Baixada não é tão devastador quanto o "Ivan, o terrível", que atinge ventos de mais de 250 km/h e já castigou vários países do Caribe – agora ameaça a Flórida. Não, o Furacão rubro-negro de Curitiba faz estragos, mas sem a fúria assassina do "Ivan".

Com contra-ataques fulminantes, principalmente quando partem dos pés de Jadson e Dagoberto, ele tonteia os adversários, como aconteceu com o Corinthians. Deixa os concorrentes de orelha em pé, atônitos, como se vissem passar um ciclone de verdade, e que ficam se perguntando: até onde irá chegar esse Furacão?

Nenhum serviço de meteorologia foi capaz de medir a força dos ventos de Curitiba. Luxemburgo e outros técnicos tentam, há semanas, interpretar as escalas Ritchie e Saffir-Simpson, que acusam a categoria 5 para o "Ivan" (a máxima), mas não registram uma vírgula para o que sopra do sul.

Acredito que nem Levir Culpi entende muito bem o que está acontecendo. Ele, que já passou por várias tormentas durante o longo caminho que percorre como treinador. O último deles, repleto de rajadas de ventos que costumam ir para baixo, foi numa estrela solitária, centenária, querida, mas que anda numa fase que é um buraco negro só.

O Furacão da Baixada conseguiu perturbar a vida de todos no Brasileiro. Até o Santos, acostumado a ventos fortes vindos do mar bravio, está incomodado com uma companhia indesejável no topo da tabela.

Quem não sabe se proteger do Furacão se dá mal. O zagueiro Valdson que o diga! Fez gol contra, falta desnecessária e o pênalti do último gol, tudo provocado pelo destruidor contra-ataque rubro-negro. Pelo futebolzinho que vejo por aí, assistir ao Furacão é uma sensação de brisa gostosa no rosto. Que os bons ventos conservem o Atlético-PR assim.

O artigo acima foi originalmente publicado na coluna Papo com Trajano, no Lance! Clique aqui para ler a versão no site Lancenet!

Colaboração: Jean Carlo de Almeida e Rogério Gusso



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