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16 set 2004 - 19h20

Considerações

A respeito do excelente artigo do jornalista Eduardo Aguiar creio que devo, sob a luz de minha consciência, concordar com quase tudo que por ele foi, com tanta propriedade, ali colocado mas “desconcordar” do famigerado assunto da bateria.

Não, não vou fazer apologia ao desmanche da diretoria ou ao “forapetraglismo” que, a meu ver, são movimentos injustos com o maior responsável por nossa privilegiada situação no cenário do futebol brasileiro. Também não vou discordar da pertinente observação quanto a “politicagem” que permeia tais manifestações.

Mas devo expor aqui uma opinião contrária às condições que o supra citado comunicólogo pontuou como factuais no que tange à bateria dos Fanáticos. Não se trata de ter “um estádio de primeiro mundo e um time que briga pelas primeiras posições mesmo sem bateria ou a bateria liberada e um time caindo aos pedaços”. Trata-se, sim, de conduzir a estratégia mercadológica do Atlético, que afinal é um produto que precisa ser consumido por seus torcedores, com mais tato, malícia (não confundir com safadeza) e sensibilidade.

Na Europa o clima, o temperamento do povo e as condições da sociedade permitem que se tenha, em um estádio de futebol, torcedores confortavelmente sentados em suas cadeiras, assistindo às partidas como gentlemen, em portentosas e modernas instalações. Até porque o PIB per capita da maioria dos países europeus permite isto. Lá isto é a regra, no Brasil é a exceção. Claro que temos o direito de, assim como ingleses (exceto os hooligans), espanhóis e franceses, assistir aos jogos em estádio moderno, com conforto e segurança. Mas isto nós, torcedores atleticanos, temos de sobra.

Agora parem e pensem, inclusive o senhor Mauro Holzmann (a quem admiro mesmo sem conhecer), se a união deste apelo com a descontração, a vibração e a garra típica dos brasileiros (aquele sentimento de paixão pelo clube que contagia e dá arrepios até nos mais introspectivos amantes do futebol) não seria uma idéia de maior peso. Bateria, fogos e torcida vibrando 90 minutos por jogo garantiriam, ao lado de nossa invejável estrutura, uma característica valiosíssima em termos mercadológicos, única no mundo, ao “produto” Atético Paranaense. E isto se refletiria nas ruas e lojas, no consumo, no crescimento do número de torcedores e, por consequência, na arrecadação do clube. Clube financeiramente forte, pois, teria condições de montar cada vez melhores equipes, e ganhar mais jogos, e conquistar mais campeonatos, e ter mais e mais torcedores vibrando, pulando, dançando ao som da bateria e reiniciando este grande círculo virtuoso.

Sei que não estou dizendo nada de novo e que a idéia do clube é exatamente esta. Só peço que não seja deixada fora desta complexa equação mercadológica a variante “paixão”, que inclui a torcida organizada com seus fogos, gritos e, principalmente, bateria. Conforto, segurança, tranquilidade e o respeito de todo o Brasil, e quiçá do mundo, nós já conseguimos. Falta agora resgatar o espírito guerreiro dos torcedores da “Era Pinheirão”, a bateria, o “atleticano até morrer” e colocar tudo em um grande liquidificador chamado Estádio Joaquim Américo. Ao “apertar o botão”, meus caros, veremos um estouro de público e crítica.



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