16 set 2004 - 11h38

Disputa pode acabar com o Clube dos 13

Uma nova proposta de divisão de cotas da televisão entre os integrantes do Clube dos 13 pode significar o fim da associação de clubes mais tradicional do país. O Clube dos 13 foi formado originalmente em 1987 depois de uma briga dos times com a CBF.

Durante os últimos anos, a associação ganhou força e agregou mais sete integrante – entre eles, o Atlético. As cotas de transmissão dos jogos pela televisão, principal fonte de receita dos clubes brasileiros, é a principal atribuição da entidade. É através do Clube dos 13 que são acertadas as negociações com as redes de tevê.

Dentro da associação, há uma divisão em três escalas: grupo um (formado por Vasco, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e São Paulo), grupo dois (Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense, Botafogo e Santos) e grupo três (Bahia, Atlético, Coritiba, Vitória, Portuguesa, Goiás, Guarani e Sport).

Atualmente, o grupo um tem uma cota de R$ 13 mi e os do grupo dois, de R$ 10 mi.

Nova proposta

Com a oferta da Rede Globo para a transmissão do Campeonato Brasileiro de 2005, o Vasco da Gama propôs uma nova divisão dos valores, aumentando as cotas do grupo um para R$ 24 mi e as do grupo dois para R$ 14 mi.

Na subcomissão do Clube dos 13, a proposta foi aprovada por 6 a 5 (além dos cinco integrantes do grupo um, o Fluminense também votou favoravelmente). "Estranhamente, o Fluminense, que faz parte do grupo 2, aceitou a proposta. O time carioca aceita ganhar menos que Flamengo e Vasco. Só pode ter armação nisso", acusou Zezé Perrela, do Cruzeiro. Agora, a proposta será votada por todos os integrantes da entidade e pode ser aprovada.

Racha

Diante disso, existe a possibilidade de o Clube dos 13 ser extinto. "Temos de nos unir contra isso. Se isso for acontecer mesmo, vamos sair do Clube dos Treze e formar uma outra associação, juntamente com os demais clubes prejudicados", afirmou Sérgio Coelho, vice-presidente do Atlético Mineiro.

O Atlético, representado por Mario Celso Petraglia, também ameaça deixar a entidade. "Temos que ter uma instituição só com os clubes da primeira divisão. O Clube dos 13 ficou estranho", declarou, revelando que o rompimento dos clubes foi "forte".

Por outro lado, os "grandes" também ameaçam fundar sua própria associação. "Formaremos o clube dos cinco grandes. Eles fazem o dos médios", disse Artur Rocha, vice do Flamengo.



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